martes, 4 de agosto de 2020

Juan Carlos I, um líder antes que um rei / Francisco Poveda *

Juan Carlos I é um rei, um Chefe de Estado, o chefe de uma dinastia, da Casa Real espanhola e comandante-em-chefe do Exército. Mas, sobretudo, é o líder do corpo social de um país com muita história. Nenhum país pode funcionar sem um líder, se entendermos a função como uma influência sobre a maioria. E ele há sido, indiscutivelmente, o lide da Espanha durante 32 dos seus 70 anos, em uma nação pouco monárquica apesar de ter sido quase sempre, e historicamente desde 1492, uma monarquia unitária. E antes um conjunto de monarquias peninsulares de todos tipos, sortes e destinos.
" O já longo reinado de Juan Carlos I está sendo uma das épocas de maior esplendor e progresso do país "

A Espanha, um país de vales e montanhas, é um local de muito difícil gestão. Depois de um mais que turbulento século XIX e um século XX que apontava para superá-lo para o pior, o já longo reinado de Juan Carlos I está sendo uma das épocas de maior esplendor e progresso do país, só equiparável ao governo de seu parente direto Carlos III no século XVIII. E democrático ao estilo saxão ou escandinavo. 

Em um momento em que, pela idade do rei e o tempo ocupando o trono, começa-se a fazer balanços, e alguns na Espanha, desde a direita mais conservadora e a esquerda mais extrema, aproveitam para questionar a legitimidade da instituição, convém refletir sobre a necessidade, ou não, de prescindir de uma liderança tão popular e garantidora para os espanhóis. Nenhum monarca na história contemporânea da Espanha esteve tão perto do povo. 

Juan Carlos I demonstrou ser peça fundamental numa engrenagem constitucional complexa, ainda que consensual, reformável e dificilmente substituível agora por outra menos equilibrada e solidária. Agora por agora, o rei é a garantia de liberdades públicas reais e não só formais, da sobrevivência da Espanha como tal e em sua diversidade, da moderação na vida pública, da defesa nacional na qualidade de vértice das Forças Armadas e da política externa. Que líder em nossa história reuniu sequer a metade destas qualidades todas? 

O monarca segue sendo, apesar da sua idade e tempo no trono, o garantidor também da própria instituição monárquica. Enquanto viva e mantenha seu juízo são, não parece possível convulsão alguma no sistema, apesar de ser o espanhol, todavia, um povo imprevisível. Nenhuma plutocracia à espreita parece ter o que fazer quanto a isso. Tampouco há a vista alguma figura política com suficiente estatura de estadista e capacidade de agregação bastante para propor a sério, e ao destino, uma mudança da monarquia à república na Espanha.
" Não são poucos, nem pouco ambiciosos, os políticos que estão esperando seu momento de ser presidente de uma nova república após a morte do rei "


Inclusive, se após Juan Carlos I se proclamasse a III República, seria uma estupidez e uma torpeza política tentar apagar os sinais visíveis de seu longo reinado, numa vã tentativa de retificar a história "a posteriori". Isso porque não são poucos, nem pouco ambiciosos, alguns políticos de certo perfil, de direita e de esquerda, que estão esperando seu momento de ser presidente de uma nova república após a morte do rei. Seus nomes estão nas mentes de todos e um deles é, até hoje, sem vergonha, conselheiro de Estado em exercício. 

Não nos enganemos: alguns deles já movem desde já as forças da mídia desde fora da Espanha para que se produzam ataques, ainda que sutis, a Juan Carlos na imprensa internacional, e isso não parece furto da casualidade nem da conjuntura. Esses ataques respondem a interesses alheios à opinião pública da Espanha e aos espanhóis. Seu objetivo imediato é a erosão da figura do rei justamente num ponto de inflexão causado por sua idade, seu estado de saúde e o estresse inerente da sua alta responsabilidade. 

Também estão surgindo livros e textos que desprestigiam o herdeiro de Juan Carlos. E temos ouvido e visto programas de rádio e televisão dentro da Espanha cujo objetivo não parece ser o de favorecer a liderança do rei, chegando-se inclusive a pedir sua abdicação, como se estivéssemos diante de um outro Fernando VII. Demasiadas coincidências no tempo e demasiados impacientes esperando seu momento para, eventualmente, ocuparem a Chefia do Estado. 

Mas o futuro ainda não está escrito e Juan Carlos ainda traz consigo poderosa força de inércia para que alguém tente parar a seco a monarquia. Uma grande porcentagem dos espanhóis não conheceu outro líder. Já outra grande parte sabe, agradecida, que ele está cumprindo seu papel histórico com tato, discrição, grande diligência e muita dignidade. E segue sendo, no momento, ínfima a minoria que está propondo alternativas em vida ao próprio rei, o que deixa ainda mais difícil a situação de um príncipe das Astúrias pouco entusiasmado com o cargo, mas também tomado pelo dever dinástico ao alcançar 40 anos, casar e ser pai duas vezes.
" O tempo do futuro Felipe VI não terá nada a ver com o de Juan Carlos I, embora a Espanha continue essencialmente a mesma "


O próprio rei sabe das dificuldades que seu herdeiro terá para conservar o trono. Mas pior era sua situação ao ganhá-lo por consenso em novembro de 1975. No fim, a questão será a mesma: demonstração de utilidade e capacidade de liderança. E independência de grupos de interesse no que será então uma democracia telemática, para qual o rei carece de planos. O tempo do futuro Felipe VI não terá nada a ver com o de Juan Carlos I, embora a Espanha continue essencialmente a mesma. 

Por mesma me refiro à dificuldade de gestão do país. Quando seus dirigentes não foram muito capazes de entender-la, fracassaram de pronto. Hoje ninguém discute que a república é uma forma de governo mais abrangente e moderna (se mais democrática, ainda estamos por ver), mas a monarquia constitucional não deixa a dever na capacidade de gerar bem-estar para o cidadão, do Pacífico ao Báltico. O que ainda está por demonstrar é se a república resultará mais idônea para um país de tanta complexidade e atormentada história como a Espanha. 

Ficou demonstrado historicamente que só com fortes lideranças é possível o progresso da Espanha com unidade na diversidade. Nossa característica individualista não deixa muito lugar para decisões colegiadas, condicionadas, compartilhadas ou vazias de conteúdo. A moderação é, em nosso caso, uma condição e uma necessidade. E parece que a pode sustentar melhor uma autoridade neutra de longa projeção no tempo que outra submetida a revalidação periódica ou a interesses partidaristas do momento. 

Nossa transição política tem sido um modelo, mas só da perspectiva da nossa história recente desde meados do século XIX. Apesar do pacto pela não ruptura, tivemos episódios trágicos. Agora estão mais claros os erros e acertos da fórmula, mas a monarquia não pode ser em nenhum caso o bode expiatório de um "neo-franquismo" que resiste a sucumbir nas mãos da História ou de uma Igreja dominada por uma corrente integralista alheia ao Catolicismo espanhol. 

A Juan Carlos I temos que julgar o que fez como rei desde 1976 e não o que fizeram o que dele se utilizaram após a vitória da democracia sobre o totalitarismo em 1945. Se a reforma política de 1978 encerra necessárias rupturas, a sua foi a primeira como condição "sine qua non" para legitimá-lo no começo de seu reinado e para mostrar estar à altura do cargo após a tentativa de golpe militar de fevereiro de 1981. Por suas mãos, a Espanha entrou na União Européia em 1986 depois de décadas de tentativas vãs e recuperou os parâmetros democráticos perdidos em 1936 com a eclosão da Guerra Civil.
" Monarquia ou república é um debate em que se deve pesar a haveres e deveres de cada sistema de governo "

O agora tão admirado por todos Adolfo Suárez foi por Juan Carlos escolhido, que lhe deu cobertura e deixou agir segundo a conveniência de ambos. Mesmo a incomum duração da permanência de Felipe González no Palácio de La Moncloa foi alheia à intenção do monarca de consolidar uma democracia para todos. Só por isso o rei da Espanha merece, no seu aniversário de 70 anos, a gratidão dos cidadãos por evitar a repetição de episódios que, novamente, nos fizessem sentir envergonhados como espanhóis perante o mundo. 

Monarquia ou república é um debate em que se deve pesar a haveres e deveres de cada sistema de governo segundo nossa própria experiência e a do nosso entorno para vermos se vale à pena provar a mudança apenas pela própria mudança. É uma questão de calcular o risco e pesar o preço desta decisão se se quer apresentar essa possibilidade algum dia. 

Em uma democracia consolidada, como a que nos deixa Juan Carlos I, é até cabível propor prescindir justamente de quem a fez possível com sua liderança. A soberania reside desde 1978 nos espanhóis porque o monarca recusou ser cúmplice e vértice de uma ditadura institucional com aparência de democracia no primeiro momento e depois renunciou poderes civis executivos com a posterior Constituição. Essa é sua grandeza e seu enorme mérito. 


(*) Francisco Poveda é jornalista e professor universitário espanhol



(Publicado em 'O Globo', Brasil, 4 de Janeiro de 2008)

lunes, 3 de agosto de 2020

Juan Carlos I se autoexilia, sentencia la Transición y deja a su suerte una Monarquía hoy a la deriva con Felipe VI


MADRID.- El Rey Juan Carlos ha comunicado a Felipe VI su decisión de trasladar su residencia fuera de España. Según relata Zarzuela en un comunicado, el Rey Emérito recuerda que hace un año decidió expresar su voluntad de dejar de desarrollar actividades institucionales y que ahora, "ante la repercusión pública que está generando ciertos acontecimientos pasados" de su vida privada, ha decidido trasladarse fuera de España.

"Es una decisión que tomo con profundo sentimiento, pero con gran serenidad", explica Juan Carlos I, justificando su decisión "para contribuir a facilitar el ejercicio" de las funciones de su hijo como Jefe de Estado.
En su carta, el padre del Rey alude sin mencionarlo al caso de las supuestas donaciones de Arabia Saudí no declaradas a Hacienda, una investigación que arrancó en Suiza y que está estudiando la Fiscalía del Supremo.
"Con el mismo afán de servicio a España que inspiró mi reinado y ante la repercusión pública que están generando ciertos acontecimientos pasados de mi vida privada, deseo manifestarte mi más absoluta disponibilidad para contribuir a facilitar el ejercicio de tus funciones, desde la tranquilidad y el sosiego que requiere tu alta responsabilidad. Mi legado, y mi propia dignidad como persona, así me lo exigen.
Hace un año te expresé mi voluntad y deseo de dejar de desarrollar actividades institucionales. Ahora, guiado por el convencimiento de prestar el mejor servicio a los españoles, a sus instituciones y a ti como Rey, te comunico mi meditada decisión de trasladarme, en estos momentos, fuera de España.
Una decisión que tomo con profundo sentimiento, pero con gran serenidad. He sido Rey de España durante casi cuarenta años y, durante todos ellos, siempre he querido lo mejor para España y para la Corona.
Con mi lealtad de siempre. Con el cariño y afecto de siempre, tu padre."
Ante esta carta, el Rey Felipe ha transmitido a su padre "su sentido respeto y agradecimiento ante su decisión".
"El Rey desea remarcar la importancia histórica que representa el reinado de su padre, como legado y obra política e institucional de servicio a España y a la democracia; y al mismo tiempo quiere reafirmar los principios y valores sobre los que ésta se asienta, en el marco de nuestra Constitución y del resto del ordenamiento jurídico", subraya el comunicado de Zarzuela.

Matices de su abogado

El Rey Juan Carlos ha comunicado este lunes que permanece a disposición de Fiscalía, que investiga si cobró alguna comisión por la adjudicación del AVE a La Meca a empresas españolas en 2011, "para cualquier trámite o actuación que considere oportuna" tras decidir trasladar su residencia fuera de España.
Así lo ha afirmado su abogado Javier Sánchez-Junco, en un comunicado que se ha emitido justo después de conocerse la carta que ha remitido el rey emérito al Rey Felipe VI, en la que ha comunicado su decisión de trasladar su residencia.
"Su Majestad el Rey Don Juan Carlos me ha dado instrucciones para que haga público que, no obstante su decisión de trasladarse, en estos momentos, fuera de España, permanece en todo caso a disposición del Ministerio Fiscal para cualquier trámite o actuación que considere oportuna", reza el comunicado.

Una televisión portuguesa asegura que está en Estoril 

El rey Juan Carlos podría encontrarse en Portugal tras haber anunciado este lunes su decisión de abandonar España. Según la televisión portuguesa TVI24, el emérito español se encontraría en Estoril, en el municipio de Cascais.
Estoril ha sido un enclave importante en la vida del ex monarca y su familia. Allí fue exiliado su padre, Juan de Borbón, y en este lugar pasó el emérito su infancia.
Sin embargo, la institución de la Corona no ha informado del nuevo lugar de residencia del emérito, que según ha adelantado en la noche de este lunes la televisión portuguesa podría tratarse de Estoril.


Doña Sofía se queda en Zarzuela 

La decisión del rey Juan Carlos de irse a vivir fuera de España no va a suponer ningún cambio en la situación de la reina Sofía, que va a mantener su residencia en el Palacio de la Zarzuela y a proseguir con su actividad institucional, como venía haciendo desde el relevo en la trono hace seis años.
La madre de Felipe VI, que se encuentra de vacaciones en el Palacio de Marivent de Palma, ha quedado al margen de la controversia al no tener relación con los presuntos negocios en los que pudo participar el rey emérito.
Don Juan Carlos y doña Sofía llevan distanciados en el plano sentimental desde hace varios años, si bien han mantenido la residencia en Zarzuela al ser miembros de la familia real tras la abdicación.
La decisión del anterior monarca de retirarse de la esfera pública en junio del pasado año tampoco afectó a la reina Sofía, ni a su agenda oficial. Doña Sofía siempre ha representado una referencia para Felipe VI y así lo ha reconocido en público en varias ocasiones.
La última fue en diciembre de 2018, en el homenaje por el 40 aniversario de la Constitución, cuando ensalzó "el apoyo permanente y comprometido" de su madre un mes después de cumplir 80 años.
En mayo de 2017, también le expresó su "reconocimiento y admiración" por "el gran ejemplo" que ella suponía y por la "humanidad y compromiso" demostrados en favor de los más desfavorecidos.
Debido a la pandemia, doña Sofía ha visto recortada su agenda en lo que va de año, en el que sólo ha tenido media docena de actos oficiales, entre ellos, la veneración del Cristo de Medinaceli y el concierto de las víctimas del Holocausto, todos ellos protagonizados antes del estado de alarma.
Desde entonces, sólo se la ha visto dos veces, en sendas reuniones del patronato de la Fundación Reina Sofía en Zarzuela, fuera del programa institucional, rodeada de sus colaboradores más cercanos y protegida con mascarilla.
El primer encuentro tuvo lugar el 3 de junio y el último, el 14 de julio, en plena tormenta por las noticias publicadas sobre don Juan Carlos.
Desde la abdicación, el papel de doña Sofía ha menguado, aunque, además de su actividad como parte de la familia real, ha seguido mostrando su lado más solidario, apoyando iniciativas como la del combate contra los residuos plásticos en el mar.
Su momento más delicado lo vivió en abril de 2018 en la catedral de Palma, cuando protagonizó un desencuentro con la reina Letizia al querer fotografiarse con sus nietas Leonor y Sofía.
Antes de la retirada pública del rey Juan Carlos hace un año, doña Sofía protagonizó algunos actos con él que llegaron a interpretarse como una reconciliación del matrimonio, si bien no tuvieron continuidad.
Entre estos encuentros, hubo algunos eventos con amigos, como cuando fueron a la boda del tenista Rafael Nadal en Mallorca en octubre de 2019 o a su academia en la isla unos meses antes. Durante 2020, sólo se la vio con Juan Carlos I a comienzos de año en el entierro y el funeral de la hermana mayor de éste, la infanta Pilar de Borbón, y en el de la viuda del que fue primer presidente de las Cortes tras la reinstauración de la monarquía, Torcuato Fernández-Miranda.
Como acostumbra a hacer cada verano, la reina Sofía ya se encuentra en el Palacio de Marivent de Palma, adonde llegó hace unos días con su hija mayor, la infanta Elena, y su hermana, la princesa Irene. Su hermana es su gran apoyo moral desde hace varios años y quien suele a acompañarla a actos públicos, además de residir con ella en Zarzuela parte del año.
Con ella viajó a Atenas a principios de febrero para asistir a la presentación de los diarios de su madre, la reina Federica, junto con su otro hermano, Constantino.

La fuga de Juan Carlos I / José Antich *

En 1931, hace ahora algo menos de 90 años, Ramón María del Valle-Inclán, tras conocer la marcha de Alfonso XIII camino del exilio, con un botín considerable que hoy equivaldría a unos 75 millones de euros, escribió: “Los españoles han echado al último de los borbones, Alfonso XIII, no por rey, sinó por ladrón”.

Estamos en 2020, un 3 de agosto, inicio de vacaciones de verano muy marcadas por el coronavirus y su nieto Juan Carlos I acaba de dejar pequeño el affaire protagonizado por Alfonso XIII. 

Igual que su abuelo, acaba de emprender el camino del exilio, con una fortuna más que considerable que el The New York Times cifró, en 2014, en unos 2.300 millones de dólares. El Campechano, como ha acabado siendo tratado coloquialmente el rey emérito, huye de España cuando se empiezan a abrir las causas de corrupción que le afectan muy especialmente pero con ramificaciones de diversa índole en el conjunto de la família real.

Es, evidentemente, un golpe a la monarquía española que no tiene parangón desde que fue reinstaurada al frente de la jefatura del Estado hará, dentro de unos meses, 45 años.

¿Está tocada de muerte la institución? Probablemente sí ya que aunque los movimientos del deep state con Juan Carlos I hace tiempo que tienen por objeto, sobre todo, proteger a Felipe VI, es evidente que la dimensión de los sucesivos escándalos de corrupción, su conocimiento de los mismos e incluso su presunta implicación en el reparto del dinero le convierten en una pieza que ya no es imposible de capturar por los partidarios de acabar con la monarquía.

La fragilidad de Felipe VI queda explicitada en un escueto comunicado de su Casa en el que da cuenta de que su padre le ha dirigido una carta en la que nada se dice de su renuncia al título de rey emérito mientras él le muestra su sentido respeto y agradecimiento ante su decisión de exiliarse.

Juan Carlos I destaca que “he sido rey de España durante casi cuarenta años y, durante todos ellos, siempre he querido lo mejor para España y para la Corona”, a lo que su hijo apuntilla la importancia histórica del reinado de su padre “como legado y obra política e institucional de servicio a España y a la democracia”. Ningún comentario sobre el motivo real de su huida.

Toda una tradición en la etapa moderna de relación entre España y los Borbones. En 1854, María Cristina de Borbón, reina consorte de Fernando VII, fue expulsada por ladrona; en 1868, su hija Isabel II se fue al exilio, además de por la ausencia de estabilidad política y su complicada vida amorosa por el robo de unas alhajas de la Corona. Antes marcharon Carlos IV y el ya citado Fernando VII. Y, más recientemente Alfonso XIII, el último Borbón que reinó hasta que llegó Juan Carlos I.

Aunque la caída del rey emérito se ha precipitado en los últimos meses, algun día habrá que analizar a fondo en qué medida la afrenta de Felipe VI a Catalunya al apoyar la violencia policial en los hechos de octubre de 2017 fue la tumba de una institución que hay tiene un suspenso en su valoración y está cada vez más cuestionada.


(*) Periodista y director de El Nacional


https://www.elnacional.cat/es/editorial/jose-antich-fuga-juan-carlos_527745_102.html

¡Viva siempre el rey! / Jaime Peñafiel *

Me refiero a don Juan Carlos que será Rey hasta su muerte.

Quienes admirábamos y hasta queríamos al rey Emérito estamos muy tristes. Nunca, jamás, pensé que su hijo Felipe VI iba a ser capaz de atender la petición de Pedro Sánchez y Pablo Iglesias de actuar contra su padre.

Cierto es que nadie, ni Dios, pueden expulsar a un español del territorio nacional. Pero si obligarle a marcharse como ha hecho Felipe, presionado por el Presidente y el vice, ¿por el bien de la Institución? 

Yo diría que por el bien de lo que queda de la inexistente Familia Real, a quien Felipe VI , un joven sin empatía ni con la derecha ni con la izquierda aunque buena persona sin esfuerzo acaba de colocarla al borde del exilio. Y, en todo caso, en el principio del fin de la monarquía como quiere Sánchez e Iglesias.

El ex rey Farouk de Egipto cuando fue derrocado por el general Naguib pronunció unas proféticas palabras que he repetido sin cesar y que hoy , con la marcha del Rey Juan Carlos del país en el que ha reinado durante casi cuarenta años con un balance mas que positivo, empiezan a tener sentido: “No me importa haber perdido el trono porque, dentro de unos años, en Europa solo quedarán cinco reyes, los cuatro de la baraja y la reina de Inglaterra.” Por supuesto que Felipe VI ¡no! y mucho menos su hija Leonor.

Me sorprende que nadie haya preguntado ayer sobre el destino de la reina Sofía, esa sufridora esposa que ha tenido no uno sino cien motivos para divorciarse. Se decía que no lo hacía  por estar enamorada de su esposo. 

Yo pregunto ¿donde se encuentra en estos momentos? Por supuesto que no acompañando a su todavía esposo “en la suerte y en la desgracia, en la salud y en la enfermedad hasta que la muerte nos separe”, como le dijo el oficiante cuando contrajo matrimonio en la catedral ortodoxa de Atenas. 

La muy egoísta se ha refugiado en el palacio de Marivent con su hija Elena  ¿para no presenciar como su hijo echaba a su padre de Zarzuela? ...  Puede. A diferencia de la reina Victoria Eugenia que siguió a su esposo el rey Alfonso XIII al exilio.

Saben ustedes, querido lectores, que es el cuarto Borbon que se ve obligado a marcharse si no al exilio si de España: el 17 de octubre de 1840 lo hacia la reina Maria Cristina; el 18 de septiembre de 1868 Isabel II y el 14 de abril de 1931, Alfonso XIII, el abuelo paterno del rey Juan Carlos.

¿Quién será el próximo?  No hay quinto malo.


(*) Periodista


El autoexilio de Juan Carlos I / José Antonio Zarzalejos *

No hay monarquía parlamentaria en un país democrático como España que pueda soportar sin daño institucional el comportamiento del rey Juan Carlos, emérito por abdicación desde el mes de junio de 2014. Desde entonces, el Rey-padre ha sido un constante dolor de cabeza para su sucesor y un factor de erosión de la Corona, algo que ha terminado por derivar en su marcha del país. De manera cíclica, informaciones de solvencia le han vinculado con una relación sentimental por completo inadecuada con Corina Larsen

De esa vinculación se han derivado unas relaciones pecuniarias peligrosas que remiten a operaciones de 'lobby' en el comercio exterior de empresas españolas, beneficios opacos en forma de presuntas comisiones y la extraordinaria manipulación de la figura de su hijo, Felipe VI, que ya en una nota contundente, renunció, por sí y en nombre de su hija, la princesa de Asturias, a la herencia que podría corresponderle tras conocer que figuraba como beneficiario de los fondos depositados en Suiza y procedentes de Arabia Saudí, parte de los cuales habrían sido destinados a retribuir a la otrora amante del Rey abdicado.

Felipe VI ha actuado con la responsabilidad que prometió hacerlo cuando fue proclamado, en junio de 2014, rey de España ante las Cortes Generales. Estos casi seis años de reinado han sido un 'continuum' de decisiones del jefe del Estado que han ratificado su propósito de renovar la Corona y situarla en los más altos estándares de reputación y respetabilidad. 

Para ello, redujo la dimensión de la familia real (los Reyes, sus padres y sus dos hijas); revocó el título ducal de Palma a su hermana la infanta Cristina (que, tozudamente, sigue sin renunciar a los derechos sucesorios, un gesto simbólico pero significativo cuando su marido cumple condena); suprimió los actos de rehabilitación de su padre previstos para 2018 en coincidencia con la celebración del 40º aniversario de la Constitución, e impulsó a don Juan Carlos a abandonar, en junio de 2019, toda actividad pública en representación de la Corona.

Tras conocerse las fechorías económicas de Juan Carlos I, que podrían derivar en actuaciones judiciales de naturaleza penal ante la Sala Segunda del Supremo, Felipe VI renuncia a la herencia de su padre que pudiera corresponderle —también la renuncia alcanza a la princesa de Asturias— y le retira la asignación económica que libremente le atribuía y que alcanzaba la cifra de 194.000 euros anuales. Sin embargo, no es suficiente. 

Salvo para los monárquicos que creen que los indudables méritos del Rey emérito enjugan sus desatinos actuales, es muy posible que los ciudadanos reclamen una mayor contundencia. El Rey emérito debería dejar de utilizar las instalaciones que corresponden a la Corona y pertenecen al Patrimonio Nacional y, manteniéndose a disposición de la Justicia, retirarse a vivir a un país europeo que sirva como expresión indudable de que no empleará su posición para evitar las responsabilidades —institucionales y políticas, y acaso penales— en que haya podido incurrir.

Esa fue la decisión —por motivos bien diferentes, pero conforme a un guion de respeto a la institución— del abdicado rey británico Eduardo VIII (11 de diciembre de 1936) que, al casarse con Wallis Simpson, no se atuvo a las normas de la dinastía. Abandonó el Reino Unido, desempeñó algunos cargos de remota relevancia y terminó sus días en Francia. Era un estorbo para la monarquía británica y actuó en consecuencia. Murió en el retiro, en Francia. La misma dinastía Windsor acaba de aplicar un protocolo implacable al príncipe Harry, nieto de la reina Isabel, al que se le priva de su tratamiento y se le retira la asignación presupuestaria. De inmediato, se desplazará a vivir una parte importante del año a otro país.

La decisión del rey Felipe ha sido la debida. Y la nota de su Casa debe leerse con atención, porque pone en evidencia el doble juego del rey Juan Carlos, al ocultar a su hijo el manejo de su nombre en la fundación nutrida con fondos opacos. Se trata de una conducta que indigna por irresponsable y que requiere un paso más: que Juan Carlos I se retire a un autoexilio para que su presencia, por escasa que sea, no sombree las actividades de la Corona y que evite su disfrute de inmuebles, vehículos y servicios de la Zarzuela. Aquellos que hacemos profesión de fe en la monarquía parlamentaria hemos de ser exigentes por completo, porque el sostenimiento de la Jefatura del Estado, su forma monárquica, está en juego.

Se inicia, además, un juicio político sumarísimo contra el rey Juan Carlos que podría ser también judicial y que trataría, por evidentes intereses ideológicos, de salpicar a Felipe VI y acentuar así la crisis sistémica que padece nuestro sistema constitucional. Juan Carlos I lo apadrinó y lo impulsó. Pero esa autoría histórica no le da derecho a la frivolidad de deteriorarlo con una conducta incalificable. Si se va a otro país, le haría a su hijo un favor y, acaso, lograría rescatar la Corona de la crisis se le viene encima.


 (*) Periodista


Por su interés, El Confidencial vuelve a publicar esta columna fechada el 16/03/2020

Don Juan Carlos ante la historia / Fernando G. Urbaneja *

La bibliografía sobre Juan Carlos de Borbón es extensa e intensa, no son pocos los historiadores de fuste que han investigado la vida y avatares del que ha sido cabeza del Reino de España durante cuarenta años, con un balance de desempeño que resiste a su favor cualquier comparación. 

A todos esos textos de historia y biografía, incluidos los más banales, les falta añadir un muy penoso último capítulo. La salida del anterior Rey del recinto de la Zarzuela era inevitable, la cuestión es determinar cuándo, cómo y dónde. Una decisión que tenía que tomar una persona de 82 años, sometido a presión y soledad desoladoras, bajo la carga de unas responsabilidades que arruinan su trayectoria personal y su propia autoestima.

Por un lado está la sensación de la maldición de los Borbones para vivir en el exilio, aunque no podemos considerar a Don Juan Carlos como exiliado ya que nadie le priva de nacionalidad y derechos individuales (no de todos). La realidad es que abandona España sin precisar destino, solo y  con el compromiso de responder a las demandas de la justicia. 

Su padre vivió en el exilio muchos años, su abuelo se fue al exilio, su bisabuelo vino del exilio, su tatarabuela murió exiliada en Paris y el antecesor, el nefando Fernando VII, también abandonó España medio forzado y medio encantado. Todo ello forma parte de la historia de España y de sus dirigentes.

La decisión de irse de España tiene más carácter simbólico que efectivo y evidencia una soledad desoladora. Don Juan Carlos está en la historia, su relevancia actual es nula, salvo lo que significa rendir cuentas y pagar un precio por sus errores (y por sus aciertos). 

Su suerte no es muy distinta de la que han tenido jefes de gobierno o de estado europeos en fechas recientes, del canciller Kohl, al primer ministro Craxi, de las peripecias de Chirac a las de Berlusconi, del Presidente Nixon a lo que ocurra con Trump.

Las decisiones relevantes del caso Don Juan Caros fueron la abdicación hace cinco años y su punto final como representanta oficial o oficioso de España hace un año y la retirada de la retribución del Estado hace meses. Solo faltaba el desahucio de la Zarzuela. Las anteriores decisiones fueron más relevantes que la conocida ahora de salir de España, aunque esta sea muy simbólica.

Algunos tratarán de extraer consecuencias políticas de esta decisión pero tienen pocas posibilidades de lograr más recorrido político que ruido en los programas de entretenimiento muy necesitados de combustible a comienzos de agosto. Ante la historia la figura de Juan Carlos es sobresaliente por una trayectoria en la que los aciertos y contribuciones a la prosperidad de España son evidentes y están documentados. 

La recta final es desoladora por su propia irresponsabilidad, acentuada por unas compañías locales e internacionales nada recomendables que le han llevado a la ruina moral. Una historia final en la que no están exentos de responsabilidad  los gobiernos que no cumplieron con el deber de proteger al Jefe del Estado de sus propios extravíos.

Ahora toca que la fiscalía del Supremo y el tribunal competente desentrañen las actuaciones de Don Juan Carlos y las de sus acusadores-chantajistas para ir colocando a cada cual en su sitio. En esta historia varios "aprendices de brujos" han jugado a ser más listos en defensa de sus intereses y pueden salir perjudicados por su falta de juicio.


(*) Periodista y politólgo



domingo, 19 de julio de 2020

Una manifestación en Valencia pide la regularización de inmigrantes


MADRID.- Varias ciudades españolas han celebrado concentraciones para exigir la regulación de los inmigrantes en situación irregular, acabar con la Ley de Extranjería, poner fin a las expulsiones y devoluciones en caliente o la retirada de las concertinas en las vallas de Ceuta y Melilla.

En Madrid, cientos de personas han comenzado esta tarde desde la Plaza de Cibeles hasta la Puerta del Sol una protesta para reivindicar un proceso de regularización "urgente, amplio y sin condiciones".
Los participantes, colectivos migrantes que en su mayoría llevaban mascarillas, han exhibido carteles con consignas como "Nadie es ilegal", "Racismo nunca más", "¡Puentes, no muros!", "¡Solicitantes de asilo, indefensos y en la calle!", "Yo soy humano, ¿y tú?", "No es caridad, es justicia" o "Its borders condemn this system" (Las fronteras condenan este sistema).
El Sindicato de Manteros de Madrid se ha sumado a la marcha en la capital con una pancarta en la que apostaba por "tumbar ya la racista Ley de Extranjería".
En Barcelona, unas 120 personas, según la Guardia Urbana, se han concentrado para pedir que se regularice la situación de los que no tienen permiso de residencia.
Los organizaciones señalan en un comunicado que "la grave situación sanitaria hace más urgente y necesario que nunca que el gobierno central regularice sin condiciones a todas las personas migradas que actualmente viven en el estado español" e indican que "los sin papeles, los sin techo, los jornaleros, las trabajadoras del hogar y los cuidadores" son quienes están "más expuestos" a contraer la enfermedad.
Convocados por colectivos como Sos Racismo, África United, Papeles y Derechos Denonzat, Iruña ciudad de acogida o Caravana ugak zabaldu, alrededor de un centenar de personas se han concentrado en la capital Navarra portando grandes manos negras y una pancarta y varios carteles con el lema "Regularización ya".
También se ha leído un comunicado en el que estos colectivos han exigido al Gobierno que, "de forma urgente, permanente y sin condiciones, regularice a todas las mujeres y hombres que están en situación administrativa irregular dentro de todo el territorio español".
También defienden el cierre de los CIE y CITE, el traslado de las personas confinadas de Ceuta y Melilla a la península y el fin de las devoluciones en caliente y las deportaciones.
Otras exigencias de estos colectivos son la derogación de la Ley de Extranjería y "justicia para todas las personas que han sufrido violencia policial racista e institucional", el fin de "las redadas racistas basadas en identificación por perfil étnico y el fin de la criminalización de las y los vendedores ambulantes" y el empadronamiento en Navarra de todas las personas.
En Valencia, el movimiento #RegularizacionYa, liderado por decenas de colectivos migrantes y antirracistas, también se ha pedido la regularización "extraordinaria, amplia, urgente y de carácter permanente" de todas las personas migrantes en situación administrativa irregular y de solicitantes de asilo.
Asimismo, han pedido que se adopten las recomendaciones del Consejo de Europa, que reclama que se garanticen los derechos de las personas extranjeras en España, el fin inmediato de las expulsiones y las devoluciones en caliente, la retirada de las concertinas en las vallas de Ceuta y Melilla y el cierre de los CIEs", comenzando por el Centro de Estancia Temporal de Extranjeros de Melilla (CETI).
En el marco de las movilizaciones llevadas a cabo hoy en distintas ciudades españolas, la plataforma Regularizacion Ya Bizkaia, compuesta por personas migradas y refugiadas, ha convocado también una en Bilbao, en la que se ha denunciado que la crisis sanitaria por el coronavirus "ha visibilizado y agravado la precariedad de las vidas" de estas personas.
"Con nuestros cuerpos aportamos y soportamos el crecimiento económico bajo la economía sumergida, además de estar en primera línea sosteniendo la vida de los demás".

El precio de la vivienda nueva caerá y la de segunda mano (más todavía)


MADRID.- El sector inmobiliario se está reactivando y mantiene el calendario de entregas en el mercado residencial de obra nueva. Pero la consultora CBRE prevé que el precio de estas viviendas puede ceder entre el 2% y el 4%, una caída aún más marcada en el caso de los activos de segunda mano. 

Hay que tener en cuenta que la demanda residencial mostró signos de ralentización previo a la llegada del covid-19, como consecuencia de un entorno de maduración del mercado. En el primer trimestre de 2020 se observó una caída del 16% con 116.000 viviendas vendidas.
Según las estimaciones de CBRE, en 2020 las transacciones totales de vivienda podrían caer en torno a un 20-25% respecto al año anterior, por lo que el total de viviendas vendidas este año rondarían las 425.000/450.000 (inicialmente estimadas en 600.000 viviendas en situación precovid).
En concreto, se prevé un mayor impacto en la vivienda de segunda mano que en obra nueva, y especialmente en la segunda residencia en determinadas ubicaciones como Costal del Sol y Levante. Además, Madrid y Barcelona tendrán un menor impacto en la demanda y se esperan ajustes a nivel provincial de entre el 10% y 15% en el número de transacciones.
El impacto la crisis sanitaria en el precio del residencial dependerá de la ubicación y la tipología de producto. Desde la consultora estiman una caída de los precios de la vivienda nueva de entre el 2% y el 4%.
Mientras que, en el caso de la vivienda de segunda mano, creen que se reajustará de forma más pronunciada, en torno al 6-7%, como consecuencia del deterioro del mercado laboral, la necesidad de venta por parte de los propietarios para conseguir liquidez y la mayor oferta existente.
Sin embargo, estos datos chocan frontalmente con los mensajes que trasladan las principales promotoras de este país, que reiteran que no se producirá una caída en el precio de la obra nueva.
Por otro lado, la provincia de Madrid observará un ajuste en precios en la segunda mano de un 4-5% y un impacto menor en la obra nueva, que rondaría una caída del 1-2%. Mientras que la provincia de Barcelona presentará un ajuste en precios en la segunda mano de un 5-6% y un impacto menor en la obra nueva, con un descenso del 2-3%.
En cuanto a la oferta, la garantía de continuidad y ejecución de las obras en curso, así como las entregas comprometidas son muestras de que el número de viviendas terminadas no sufrirá un impacto por el parón del confinamiento.
Sin embargo, es probable que el número de visados de obra nueva descienda durante 2020 debido a la parálisis de las Administraciones durante el confinamiento, así como a la evolución del comportamiento de la demanda pos-covid.
La evolución del mercado de suelo tras la pandemia dependerá fundamentalmente de su localización geográfica. En este sentido, continuará la actividad inversora en suelos de grandes ciudades como Madrid, Barcelona, País Vasco, Navarra y Valencia.
Las comunidades o provincias que empezaron a tener una mayor actividad antes de estallar la pandemia, como La Coruña, Asturias, Cantabria y Zaragoza, podrían recuperar esa tendencia tras el impacto de la crisis económica.
En cuanto a las costas e islas, van a registrar un descenso de la actividad para las promociones destinadas a público extranjero y segunda residencia. Y el impacto del covid-19 se agudizará con el efecto del Brexit.
Por otro lado, desde CBRE aseguran que la mayor oferta de producto terminado y suelo limitará el interés de los inversores. “Veremos ajustes tanto en la estructura de operaciones como en el precio, la oferta y la demanda de suelo. La escasez de oferta de producto de suelo finalista en los principales mercados hará que una parte relevante de la demanda inversora se concentre en suelos en gestión y nuevos desarrollos”, explican.
La continuidad de las operaciones tras el periodo de confinamiento es un signo de que se mantiene el interés inversor. Una de las tendencias que se observa como consecuencia del covid-19 es el cambio de estrategia de algunos proyectos inicialmente destinados a la venta y que, como consecuencia del posible aumento de la demanda en alquiler, están virando a proyectos Build to Rent (BTR).
Uno de los grandes retos en el multifamily es el aumento del parque de vivienda en alquiler actual para poder satisfacer la demanda existente. Para ello, se hacen necesarios acuerdos de colaboración público-privada y pactos comunes entre las administraciones que establezcan una mayor seguridad jurídica y mayor celeridad en la obtención de permisos y licencias vinculados a la gestión de suelo y edificación residencial.

La UE concede ayudas a dos proyectos del Puerto de València para que los buques se conecten a su red


VALENCIA.- El Comité del Mecanismo Conectar Europa o Comité CEF (Connecting Europe Facility) de la Comisión Europea ha aprobado la concesión de ayudas a dos proyectos del Puerto de València que facilitarán y acelerarán la posibilidad de conectar los buques a la red eléctrica.

Uno de los proyectos es un estudio EALING para la coordinación de trabajos de puertos europeos "electrificados" y otro (EALINGWorks Valenciaport) permitirá cofinanciar la subestación eléctrica del Puerto de Valencia, que recientemente recibió el visto bueno de la Generalitat. Ambos proyectos fueron estudiados y redactados por la Autoridad Portuaria de València (APV) y la Fundación ValenciaPort, ha explicado esta institución en un comunicado.
El primero de ellos, el Proyecto Global EALING (European flagship Action for cold ironing in ports) incide en la necesidad de "acelerar los esfuerzos para hacer frente al cambio climático, mejorar la seguridad y el rendimiento de los puertos, contribuir a la transición hacia una energía más limpia de los servicios de transporte marítimo prestados en las zonas portuarias y cumplir las nuevas condiciones derivadas de la interrupción tecnológica hacia la electrificación".
El proyecto se centrará en la realización de los estudios necesarios para satisfacer la necesidad de construir nuevas infraestructuras OPS (Onshore Power Supply) o de mejorar las existentes en los puertos participantes, de conformidad con la aplicación del uso de la electricidad en tierra en los puertos de la red central de la RTE-T y en otros puertos para finales de 2025, y en la preparación de la documentación final para las licitaciones.
El objetivo es que los trabajos comiencen tras la finalización de los estudios necesarios para cada puerto participante. El proyecto se adapta así a la Directiva 2014/94/EU, que indica que el suministro de electricidad en tierra se instalará con carácter prioritario en los puertos de la Red Central de la RTE-T, y en otros puertos, a más tardar el 31 de diciembre de 2025, a menos que no haya demanda y los costes sean desproporcionados en relación con los beneficios, incluidos los beneficios ambientales.
El objetivo del segundo de los proyectos, el 'EALINGWorks Valenciaport: Preparation of the electrical grid of the Port of Valencia for Onshore Powel Supply', es preparar la red eléctrica del puerto para el suministro de OPS a los portacontenedores, transbordadores y cruceros en las nuevas terminales del Puerto de València, tanto la nueva terminal de contenedores como la nueva terminal de pasajeros.
Dado que los buques atracados presentan una demanda de electricidad bastante elevada, la instalación de OPS en un puerto requiere la mejora de toda la red eléctrica, ha explicado Valenciaport, que detalla que actualmente el puerto recibe electricidad de media tensión (20kV) de tres subestaciones eléctricas diferentes de alta y media tensión: ST LA PUNTA, ST GRAO y ST ALAMEDA.
El uso de 20kV combinado con los requisitos de seguridad de suministro en los puertos hace que la cantidad máxima de energía a demandar de la red general para usos no instantáneos no debe exceder los 13 MW.
El promedio de la demanda total de energía en el puerto cae en torno a 7 MW, siendo muy frecuentes las demandas en torno a 10 MW. Teniendo en cuenta las características actuales de la red eléctrica del puerto, no es realista considerar la OPS en los muelles del Puerto de Valencia, a menos que se mejore la red eléctrica.
Una estimación conservadora de la demanda de energía para un portacontenedor es de aproximadamente 2 MW, 1 MW para un transbordador y más de 10 MW para los cruceros. Así pues, la demanda total de energía de los consumidores simultáneos en el puerto de Valencia superaría los 20 MW con mucha frecuencia (por ejemplo, 4 portacontenedores, 2 transbordadores y 1 crucero), muy por encima de la potencia máxima alcanzable actual.
La instalación de una nueva subestación eléctrica "cambiará el panorama por completo", ha asegurado la institución. En este caso, el puerto recibirá electricidad a 132 kV, lo que permitirá una mayor demanda de energía que estará limitada por la capacidad de la subestación, que inicialmente será de 60 MW, ampliable a 90 MW.
Como resultado, las obras incluidas en el proyecto EALINGWorks Valenciaport permitirán la adopción de OPS y, por consiguiente, "importantes" reducciones de las emisiones y los costos operacionales de los buques que hagan escala en el Puerto de València.

Gandia duplica en un día las denuncias por no usar mascarilla, hasta las 128 sanciones

GANDIA.- Las propuestas de sanción por no usar mascarilla o llevarlas de forma inadecuada se han duplicado en 24 horas en Gandia, la ciudad afectada por el mayor brote de coronavirus en la Comunitat Valenciana, que ha registrado hasta 128 denuncias por no usar mascarilla ni guardar la distancia de seguridad.

Así lo ha explicado la Policía Local de la ciudad en su cuenta de Twitter, el mismo canal por el que este sábado informó que se había interpuesto 65 denuncias en un día, una cifra que en las últimas horas se eleva a 128.
"¿Doble o nada?", se ha preguntado el cuerpo policial en sus redes sociales, en las que detalla: "Esperábamos bajar el número de denuncias a la nada, pero por desgracia se ha incrementado, el doble estas últimas 24 horas. 128 propuestas de sanción por carecer de mascarilla ni mantener la distancia de seguridad".
Este domingo, la consellera de Sanidad Universal, Ana Barceló, en una visita a la ciudad, ha anunciado que se ha elevado el número de casos confirmados relacionados con el brote de coronavirus en la ciudad hasta los 70, la mayoría personas de entre 20 y 40 años. Ha relacionado estos contagios especialmente con el ocio nocturno.
Precisamente, el sábado, a través de una resolución, la Conselleria ordenó el cierre de todo el ocio nocturno de la ciudad para frenar el brote epidemiológico, una medida que un bando municipal concreta en el cierre de locales como los chiringuitos a partir de las 22 horas.
El uso de mascarillas es obligatorio en la Comunitat Valenciana desde el sábado en todo momento en espacios públicos o abiertos al público, abiertos o cerrados, excepto playas, piscinas o espacios naturales, aunque se mantenga la distancia de seguridad de 1,5 metros. Se recomienda su uso en espacios privados también.

Suben a 70 los casos de coronavirus por el brote de Gandía, 21 más que el viernes

VALENCIA.- La Conselleria de Sanidad Universal ha elevado a 70 el número de casos positivos relacionados con el brote de coronavirus de la ciudad valenciana de Gandia, 21 más de los confirmados en la actualización del viernes. El perfil de las personas contagiadas es de entre 20 y 40 años y el brote está relacionado con el ocio nocturno.

   Así lo ha explicado este domingo la consellera de Sanidad Universal, Ana Barceló, durante una visita al Centro de Salud Pública de Gandia junto a la alcaldesa de la ciudad, Diana Morant, y otros representantes de la administración y del departamento de salud.
   La Conselleria anunció el sábado la obligatoriedad de usar las mascarillas en todo momento en espacios públicos, salvo en playas, piscinas y espacios naturales --se recomienda también su uso en espacios privados-- y también ordenó el cierre del ocio nocturno en Gandia. Una resolución que este lunes se notificará en el Juzgado de lo Contencioso-Adminisitrativo.
   Esta última medida, según ha explicado la alcaldesa de Gandia, Diana Morant, se concretó en un bando municipal que ordenó el cierre de los locales del sector, incluidos chiringuitos, a partir de las 22 horas, y que se cumplió "con absoluta normalidad".
   Barceló ha explicado que la Conselleria de Sanidad detectó que el brote es "consecuencia de que hay un desplazamiento y mayor contacto de las franjas de edades de entre 20 y 40 años", que "se desplazan mucho más" y "asisten a muchos eventos". 
"Nos preocupaba enormemente que del ocio nocturno pudieran seguir apareciendo nuevos casos". La consellera ha incidido en que el de Gandia es el "mayor brote" de la Comunitat y el que "requiere una mayor atención".
   Es esta situación, ha explicado la consellera, la que ha llevado a tomar la "medida drástica" del cierre del ocio nocturno". 
"Las medidas tienen que ser contundentes y no podemos en ningún caso dejar de tomar este tipo de decisiones haciendo valer cualquier otro tipo de interés" que no sea la salud de los ciudadanos, ha remarcado.
   Barceló ha insistido en la necesidad de la "corresponsabilidad y responsabilidad", "no solo de los ciudadanos sino en el sector" del ocio nocturno y también en la hostelería. "No nos gustaría seguir tomando medidas de este calado", ha subrayado.
   Barceló ha hecho un llamamiento a los empresarios que no cumplen las medidas en sus establecimientos: "Si no queremos seguir tomando medidas, por favor que las adopten", un mensaje no solo para Gandia sino también para municipios y ciudades colindantes. Ha instado a cumplir el aforo de un tercio y ha lamentado que la voluntad era ampliarlo pero que "no se ha podido progresar".
   Asimismo, ha hecho hincapié en el seguimiento de los desplazamientos de personas entre localidades cercanas, una labor que se está desarrollando junto a los alcaldes, que se han puesto a disposición de la Conselleria. 
"Todos los alcaldes son conscientes de que más que  nunca tenemos que aumentar la vigilancia para el cumplimiento de las normas".
   Sobre la posibilidad de reforzar el departamento de salud de Gandia, Barceló ha señalado que por el momento el personal es "suficiente", pero que es una alternativa que se contempla si surgen más casos y hay que hacer más rastreos, y de hecho es uno de los aspectos que se han abordado en la reunión de este domingo.
   Por su parte, la alcaldesa de Gandia ha señalado que desde el Ayuntamiento, con un bando municipal que concretó la resolución de la Conselleria en el cierre de locales y chiringuitos a partir de las 22 horas, ha tomado "medidas valientes y contundentes que ha recibido el total apoyo no solo del Ayuntamiento sino de la ciudadanía y del propio sector".
   Morant ha afirmado que  el sábado cuando se decretó el cierre de los chiringuitos a las 22 horas, "con absolutanormalidad cerraron todos a las 22 horas, mismo caso en pubs y dicotecas". Así, ha puesto en valor el "respeto" a la normativa de los sectores implicados.
   Así, ha destacado que los empresarios "han compartido la decisión" porque entienden que hay que "evitar males mayores. "Todos tenemos que participar de la solución a un problema colectivo que es el covid", ha agregado.
    Morant ha señalado que Gandia y La Safor habían presentado un cuadro de comportamiento durante el confinamiento ejemplar". Ha recalcado que "este brote no es consecuencia de la mala praxis por parte de los servicios sanitarios, de los empresarios ni de la ciudadanía". "Esto en algún momento tenía que llegar y hay que poner soluciones", ha sostenido. Además, ha agradecido la gestión de la Conselleria y ha resaltado la "relación fluida" con "comunicación diaria, hablando a cada duda".
   Por otro lado, la consellera se ha referido al brote de Santa Pola, donde se realizará pruebas PCR a todas las personas que acudieron a la discoteca donde se detectó el foco los pasados días 10, 11 y 12 de julio. Se ha puesto en marcha un dispositivo en el pabellón municipal, donde se realizarán las pruebas el próximo martes 21 de julio, al que deberán acudir todas las personas que pasaron por la discoteca esos días. Barceló ha explicado que los detalles sobre este dispositivo de cerrarán el lunes y entonces de explicará el procedimiento.
   Preguntada sobre la posibilidad de hacer un llamamiento en Gandia similar al que se ha efectuado por el brote de Santa Pola, Barceló ha señalado que allí "la situación es distinta" que en Gandia y "no es necesario". Ha explicado que lo que se está haciendo es seguir la trazabilidad de los positivos que se detectan.

Los primeros respiradores valencianos adquiridos por la Generalitat ya están en los hospitales públicos

VALENCIA.- Los primeros respiradores invasivos de fabricación valenciana, adquiridos por la Generalitat, ya están en hospitales de la red pública de la Comunitat Valenciana y en estos momentos se encuentran en fase de instalación y puesta en marcha.

Así lo ha anunciado la comisionada de Presidencia de la Generalitat para el suministro de material sanitario frente a la Covid-19, María José Mira, según ha informado la Generalitat en un comunicado.
La Generalitat encargó cien respiradores invasivos, ampliables hasta 500, a la alianza formada por las empresas valencianas Temel y Power Electronics. De estos equipos, se han distribuido ya 90 entre los departamentos sanitarios valencianos y los restantes diez se entregarán el martes.
Los respiradores reforzarán la capacidad de los hospitales para la atención a enfermos en las unidades de cuidados intensivos, si fuera necesario. En estos momentos, solo hay cuatro pacientes con coronavirus en UCIs de los hospitales valencianos, frente a los casi 400 que llegó a haber en los peores momentos de la pandemia, a principios del mes de abril.
La comisionada de Presidencia ha subrayado que, "afortunadamente, en la Comunitat Valenciana, a diferencia de otros territorios, el sistema de UCI no llegó a colapsar", pero se debe preparar para "cualquier eventualidad". 
"Es lo que estamos haciendo durante todo este tiempo en que se ha reducido la incidencia de la enfermedad", ha asegurado.
Según ha destacado María José Mira, la adquisición de estos equipos "se enmarca en las acciones de planificación para preparar el sistema público valenciano con el fin de poder reaccionar ante cualquier eventualidad derivada de la pandemia". 
"El virus sigue ahí y mientras no haya vacuna no podemos bajar la guardia", ha recalcado.
De los 100 equipos adquiridos a Temel y Power Electronis, que se han distribuido en función de la estimación de necesidades de los diferentes centros sanitarios, se han remitido 12 al Hospital La Fe; otros diez se han enviado al Hospital de Clínico-Malvarrosa; nueve al Hospital General de Valencia; y ocho cada uno al Hospital General de Castellón y al Hospital General de Alicante.
Asimismo, se ha remitido siete respiradores a cada uno de los hospitales Arnau de Vilanova, Doctor Peset y La Ribera; seis al Hospital San Juan de Alicante y otros tantos al de Elx; y dos cada uno a los hospitales de Vinaròs, La Plana, Sagunto, Requena, Gandia, Xàtiva-Ontinyent, Alcoi, La Vila Joiosa, Elda y Orihuela.
A la contratación a empresas valencianas de estos 100 respiradores invasivos, ampliables hasta 500, se suma la compra de otros productos, como mascarillas, batas o pantallas de protección ocular a empresas radicadas en la Comunitat Valenciana como Cleanity, Orliman, Emo, Marie Claire, Càndid Penalba, Cotoblau, Asociación de Empresarios de Ibi, Laboratorios Maverick, Vayoil, Cañete SA, Casa Mediterráneo, Mila Rosa o Albaida Quality.
La responsable para la coordinación de los suministros frente a la Covid-19 ha resaltado "la fortaleza y capacidad de adaptación del tejido industrial valenciano para dar respuesta a las necesidades derivadas de la pandemia".
"Esta crisis nos ha demostrado que es imprescindible tener la capacidad de no depender de los mercados exteriores para abastecernos de material básico de protección sanitaria. Es estratégico el poder contar con un mercado autonómico para no estar supeditados a los mercados internacionales", ha recalcado.

Activistas se concentran para exigir que el tiro y arrastre no sea declarado como BIC: "Es maltrato animal"

VALENCIA.- La organización por la defensa de los animales AnimaNaturalis se ha concentrado este domingo en la plaza del Ayuntamiento de València para exigir que el "maltrato animal en el tiro y arrastre no sea declarado Bien de Interés Cultural (BIC)".

La concentración se ha producido a raíz de que el pasado 26 de mayo el pleno de la Diputación de Valencia aprobara iniciar los trámites para declarar la tradición del tiro y arrastre como Bien de Interés Cultural con el único voto en contra de Compromís.
La coordinadora de AnimaNaturalis en València, María José Sanmartín, ha señalado que el tiro y arrastre "ya de por sí es una vergüenza" y una tradición "ridícula" que "no está arraigada" de forma generalizada en la Comuninat Valenciana, sino "solo en algunos pueblos".
Sanmartín ha explicado que este tipo de "tradición rural" consiste en una carrera de caballos cargados con un carro lleno de arena y la prueba consiste en recoger la pista en el menor tiempo posible, "lo que hace que los participantes obliguen a sus caballos a avanzar aunque estén extenuados o muestren claro riesgo de lesiones".
En este sentido, la responsable de la asociación ha denunciado que "en muchas ocasiones los caballos caen agotados, fracturados o incluso muertos".
"Es una señal de empobrecimiento cultural seguir aplaudiendo estas tradiciones solo expresan poco respeto hacia la vida, maltrato hacia los animales y cero empatía", ha lamentado Sanmartín, al tiempo que ha señalado que "quizás hubo un momento en la historia donde la gente de campo debía demostrar la fuerza de los animales con los que trabajaba, pero ese mundo quedó muy atrás y ahora se abusa de los animales solo por gusto, algo que es inmoral".
El colectivo en defensa de los animales ha exigido a la Diputación de Valencia que paralice los trámites iniciados para declarar el tiro y arrastre como BIC y ha anunciado que prepara varias acciones para evitar dicha la declaración de esta "cruel tradición" y "comenzar el debate para su fin".

La letra pequeña del uso obligatorio de mascarilla en la Comunitat Valenciana

VALENCIA.- El uso de la mascarilla en la Comunitat Valenciana es obligatorio desde el 18 de julio de 2020, en virtud de la resolución publicada por la Generalitat en el DOGV. La resolución explica la situaciones en las que se debe llevar mascarilla en todo tipo de ámbitos y recoge también las excepciones para su uso. 

El acuerdo especifica dónde y quién tiene que llevarla, tanto en la vía pública como en espacios cerrados, así como su uso en transportes y en todo tipo de actividades y lugares, como centros comerciales, locales de ocio y restauración, parques públicos o de atracciones, etc...
Puedes leer íntegramente en el PDF con la letra pequeña del uso obligatorio de la mascarilla y descargarlo o compartirlo. Si no puedes visualizarlo correctamente, recarga la página o activa la versión escritorio en tu dispositivo móvil.
Esta es la normativa sobre el uso de la mascarilla en la Comunitat Valenciana:

Primero
La modificación y adición de las siguientes medidas adicionales y complementarias del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, sobre medidas de prevención frente al Covid-19:
1º. Se modifica el apartado 1.2. del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:

1.2. Distancia de seguridad interpersonal

Deberá cumplirse el mantenimiento de la distancia de seguridad interpersonal establecida en el Real Decreto ley 21/2020, de 9 de junio, de medidas urgentes de prevención, contención y coordinación para hacer frente a la crisis sanitaria ocasionada por la Covid-19 de, por lo menos, 1,5 metros».
2º. Se adiciona un apartado 1.3. del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:

1.3. Uso de mascarilla

1.3.1. Las personas de seis años en adelante están obligadas al uso de la mascarilla en todo momento en la vía pública, en espacios al aire libre y en espacios cerrados de uso público o abiertos al público.
1.3.2. Se recomienda el uso de las mascarillas en espacios privados abiertos o cerrados cuando exista confluencia con personas no convivientes o no pueda garantizarse la distancia de seguridad interpersonal de 1,5 metros.
Excepciones al uso de la mascarilla
1.3.3. El uso de la mascarilla no será obligatorio en los siguientes supuestos:
a) Durante la práctica de actividad física o cualquier otra actividad con la que resulte incompatible su uso.
b) En las actividades infantiles y juveniles de ocio mientras se permanezca con el grupo de convivencia estable.
c) En los espacios de la naturaleza o al aire libre fuera de núcleos de población, playas y piscinas, siempre y cuando la afluencia de las personas permita mantener la distancia interpersonal de 1,5 metros.
1.3.4. La obligación contenida en los apartados anteriores no será exigible para las personas que presenten algún tipo de enfermedad o dificultad respiratoria que pueda verse agravada por el uso de mascarilla o que por su situación de discapacidad o dependencia no dispongan de autonomía para quistarse la mascarilla, o bien presenten alteraciones de conducta que hagan inviable su utilización y en los supuestos de fuerza mayor o situación de necesidad.
1.3.5. A los efectos del presente acuerdo, la obligación del uso se refiere a mascarillas, preferentemente higiénicas y quirúrgicas, así como a su uso adecuado, es decir, que tiene que cubrir desde la parte del tabique nasal hasta la barbilla incluida. No se permite el uso de mascarilla con válvula exhalatoria, salvo en el ámbito profesional para el caso en que este tipo de mascarilla pueda estar recomendada».
3º. Se modifica el apartado 2.4 del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
Hostelería y restauración
«2.4. Medidas adicionales de higiene en la prestación del servicio en los establecimientos de hostelería y restauración.
Además de las medidas generales de higiene y prevención contenidas en los apartados 2.1 y 2.2, los establecimientos de hostelería y restauración han de respetar las siguientes condiciones:
a) Limpieza y desinfección del equipamiento, en particular mesas, sillas, barra, así como cualquier otra superficie de contacto directo entre clientes tras cada uso.
b) Se priorizará la utilización de mantelerías de un solo uso o, en caso contrario, se cambiará entre servicios con distintos clientes o clientas y se efectuará un lavado mecánico con un ciclo a más de 60 grados o método equivalente.
c) Se procurará evitar el empleo de cartas de uso común, promoviendo el uso de dispositivos electrónicos propios, pizarras, carteles u otros medios similares.
d) Los elementos auxiliares del servicio, como la vajilla, cristalería, juegos de cubiertos o mantelería, entre otros, se almacenarán en recintos cerrados y, si esto no fuera posible, lejos de zonas de paso de la clientela y de los trabajadores y trabajadoras.
e) Se priorizará el uso de productos monodosis desechables, o su servicio en otros formatos bajo petición del cliente, para dispensación de servilletas, palillos, vinagreras, aceiteras y otros utensilios similares.
f) En los establecimientos que cuenten con zonas de autoservicio, deberá evitarse la manipulación directa de los productos por parte de los clientes, por lo que deberá prestar el servicio un trabajador o trabajadora del establecimiento salvo en el caso de que se trate de productos envasados previamente.
El establecimiento podrá implementar otras medidas de prevención equivalentes a las anteriormente descritas, siempre que se apliquen en base a procedimientos de higiene y prevención de riesgo de contagio frente a Covid-19. Las medidas de prevención alternativas propuestas por el establecimiento se comunicarán a la autoridad sanitaria para su evaluación.
g) El personal que realice el servicio en mesa y en barra ha de mantener la distancia de seguridad con el cliente o la clienta y aplicar los procedimientos de higiene y prevención necesarios para evitar el riesgo de contagio. En cualquier caso, será obligatorio el uso de mascarilla por el personal en la preparación de alimentos listos para el consumo, durante las tareas de emplatado y en la atención al público.
h) Será posible la presencia de prensa escrita diaria a disposición de la clientela siempre que su ubicación y lectura sea en un espacio específico, los usuarios realicen una adecuada higiene de manos antes y después de cada uso, utilicen mascarilla y se desechen todos los ejemplares al final de la jornada.
i) No está permitido, por motivos sanitarios, el uso compartido de la shisha también conocida como cachimba, hookah, pipa oriental o pipa de agua, tanto en el exterior como en el interior de los establecimientos.
En el caso del uso individualizado de estas, el establecimiento deberá establecer medidas preventivas adicionales para la limpieza y desinfección de las mismas entre un cliente y otro, los accesorios de la pipa o cachimba, tales como boquilla y manguera serán de un solo uso individual debiendo entregarse al consumidor o consumidora final en su embalaje original y, desecharse tras su uso. Tras cada limpieza, las pipas de agua o cachimbas quedarán reservadas en un lugar específico destinado para ello que se encuentre apartado de zonas de trabajo y del tránsito de personas.
Las personas consumidoras respetarán las medidas de distanciamiento e higiene durante el acto de fumar».
Actos de culto religioso
3º. Se modifica el punto a) del apartado 2.5.1, relativo a «Medidas adicionales de higiene y prevención en la celebración de actos de culto religioso» del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«a) Garantizar la distancia mínima interpersonal de 1,5 metros y el uso de mascarilla».
4º. Se modifica el punto 1 del apartado 3.1.2, relativo a «Lugares de culto» del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«1. La asistencia a lugares de culto no podrá superar el 75 por cien de aforo. El aforo máximo deberá publicarse en lugar visible del espacio destinado al culto. Se deberá garantizar la distancia mínima interpersonal de 1,5 metros y el uso de mascarilla.
2. En el supuesto de celebración de actos de culto en el exterior de los edificios o en la vía pública cuya afluencia esté previsto supere las 50 personas, estará supeditada a la previa puesta en conocimiento por parte de las personas organizadoras a la autoridad municipal. En el supuesto que esté previsto supere las 150 personas, además será preceptivo la obtención previa de autorización municipal, que resolverá en base a la situación epidemiológica del momento y el establecimiento por parte de la organización de las suficientes medidas de seguridad de acuerdo con las especificaciones y exigencias técnicas vigentes.»
5º. Se modifica el punto 1 del apartado 3.1.3 relativo a «Ceremonias nupciales» del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«1. Las ceremonias nupciales podrán realizarse en todo tipo de instalaciones, públicas o privadas, ya sea en espacios libres al aire libre o espacios cerrados, siempre que no se supere el 75 por ciento de su aforo. Se deberá garantizar la distancia mínima interpersonal de 1,5 metros y el uso de mascarilla.
Cuando las ceremonias se celebren en el interior de lugares de culto, se aplicarán las normas previstas en el apartado anterior».
6º. Se modifica el apartado 3.2.2 del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
La vuelta a la universidad
«3.2.2. Medidas en el ámbito docente universitario.
1. Hasta el 31 de agosto de 2020, continuarán siendo de aplicación las normas contenidas en el artículo 12 del Decreto 8/2020, de 13 de junio, del president de la Generalitat, de regulación y flexibilización de determinadas restricciones, en el ámbito de la Comunitat Valenciana, establecidas durante la declaración del estado de alarma, en aplicación de la fase 3 del Plan para la transición hacia una nueva normalidad (DOGV 8835, 13.06.2020).
2. Durante el curso 2020-2021, siempre que las condiciones sanitarias lo permitan, se procurará que las actividades académicas se lleven a cabo con el mayor grado de participación presencial posible.
3. El aforo del aula será como máximo de un 75 %.
4. El aforo de los laboratorios docentes se limitará a una persona por cada 2,25 m² y se utilizará mascarilla en todo momento.
6. En el caso de que una persona advierta síntomas en el centro docente durante el periodo de actividades (tos, fiebre, dificultad para respirar, etc.), deberá abandonar el centro y contactar de forma inmediata con su centro de salud, o será trasladada en caso necesario a una sala de aislamiento habilitada a tal efecto hasta que reciba la asistencia necesaria por los servicios sanitarios. Dicha sala contará con las medidas de seguridad e higiene que marca el Ministerio de Sanidad para estos casos.
7. La Conselleria de Innovación, Universidades, Ciencia y Sociedad Digital, en coordinación con la Conselleria de Sanidad Universal y Salud Pública, y las universidades de la Comunitat Valenciana, desarrollarán el protocolo de actuación de cara al comienzo del curso universitario, siempre respetando la autonomía universitaria».
Parques infantiles y ocio juvenil
7º. Se modifica el apartado 3.3 del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«3.3. Medidas relativas a actividades de tiempo libre y ocio libre de la población infantil y juvenil y parques infantiles recreativos
1. Las actividades de ocio educativo, tiempo libre y parques infantiles recreativos destinados a la población infantil y juvenil habrán de cumplir las siguientes medidas de seguridad e higiene:
a) Cuando se lleven a cabo al aire libre, se limita el número de personas participantes a 300, incluyendo monitores y monitoras.
b) Cuando se lleven a cabo en espacios cerrados se limita el número de participantes al 75 por cien de la capacidad máxima habitual de la actividad, con un máximo de 100 personas participantes, incluido los monitores y monitora, salvo que exista separación física de espacios.
En ambos casos, durante el desarrollo de las actividades las personas participantes se organizarán en grupos de hasta un máximo de 20 personas, incluidos los monitores y monitoras.
2. En los parques infantiles recreativos al aire libre, castillos hinchables, toboganes y otros juegos infantiles deberán respetarse las medidas de seguridad e higiene establecidas por las autoridades sanitarias para la prevención de la Covid-19, manteniendo la limpieza al menos diariamente, limitando el aforo al 75 por cien y la distancia de seguridad de 1,5 metros, excepto convivientes o pertenecientes al mismo grupo.
3. Los locales de ocio infantil en espacios cerrados deberán garantizar la limpieza continua y que no se produzca intercambio de objetos entre las personas usuarias.
4. Se podrán realizar actividades entre grupos, respectando las medidas de protección y distancia definidas en los protocolos.
5. Tanto las personas participantes, empleadas, incluidos las y los monitores, como las personas acompañantes, deberán hacer uso de la mascarilla en todo momento».
Comercios
8º. Se modifica el apartado 3.4 del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«3.4 Medidas relativas a establecimientos y locales comerciales minoristas y de prestación de servicios asimilados.
3.4.1 Establecimientos y locales comerciales minoristas y de actividades de servicios profesionales que no formen parte de centros y parques comerciales.
1. Los establecimientos y locales comerciales minoristas y de actividades de servicios profesionales, con independencia de su superficie útil de exposición y venta, han de cumplir todos los requisitos siguientes:
a) Que se reduzca al 75 por cien el aforo total en los establecimientos y locales.
b) En el caso de establecimientos o locales distribuidos en varias plantas, la presencia de clientela en cada una de ellas, deberá guardar esta misma proporción.
c) La clientela y el personal trabajador deberá hacer uso de la mascarilla en todo momento.
2. En el caso de los mercados que desarrollan su actividad en la vía pública al aire libre o de venta no sedentaria (mercadillos), se ha de garantizar la limitación al setenta y cinco por ciento de los puestos habituales o autorizados. Los ayuntamientos podrán aumentar la superficie habilitada o habilitar nuevos días para el ejercicio de esta actividad, de manera que se produzca un efecto equivalente a la citada limitación.
Los espacios habilitados para la celebración de estos mercados deberán estar delimitados con cintas de obras, valla o cualquier otro medio que permita marcar de forma clara los límites del espacio, de manera que permita limitar la afluencia de clientes y clientas y se asegure el aforo permitido. Se podrá establecer un uso diferenciado para la entrada y la salida.
Los ayuntamientos deben establecer requisitos de distanciamiento entre puestos con el objetivo de mantener la distancia de seguridad entre trabajadores, clientes y viandantes, que deberán hacer uso de la mascarilla en todo momento».
Una vez finalizada la actividad de venta y recogidos todos los puestos se procederá a la limpieza y desinfección de suelos y superficies de todo el recinto donde se haya desarrollado el mercado, así como de los accesos y zonas de salida.
Centros comerciales
3.4.2. Centros y parques comerciales.
1. Los centros y parques comerciales, incluidas sus zonas comunes y recreativas, no podrán superar el 75 por cien el aforo, conforme a los aforos determinados en su Plan de Autoprotección de cada centro o parque comercial.
2. Se evitarán las aglomeraciones de personas que comprometan el cumplimiento de los aforos en las zonas comunes y recreativas, como pueden ser zonas infantiles, ludotecas o áreas de descanso.
3. Se deberá proceder diariamente a la limpieza y desinfección de las zonas comunes y zonas recreativas de los centros y parques comerciales, de acuerdo con lo establecido en el apartado de medidas generales de higiene y prevención, tanto antes de la apertura al público y después del cierre, como de manera regular durante el horario de apertura, prestando especial atención a las áreas de contacto de las zonas comunes, tales como suelos, mostradores, juegos de las zonas infantiles y bancos o sillas.
4. El personal del centro o parque comercial velará por que se respete la distancia mínima de seguridad y evitará la formación de grupos numerosos y aglomeraciones, prestando especial atención a las zonas de escaleras mecánicas, ascensores, zonas comunes de paso y zonas recreativas.
5. En la zona de aparcamiento, además de la desinfección continuada de los puntos de contactos habituales y puestos a disposición al alcance del cliente o la clienta de gel hidroalcohólico, se fomentará el pago por medios electrónicos sin contacto.
6. En caso necesario, se utilizarán vallas o sistemas de señalización equivalentes para un mejor control de los accesos y gestión de las personas a los efectos de evitar cualquier aglomeración.
Preferiblemente, siempre que el centro o parque comercial disponga de dos o más accesos, se recomienda establecer un uso diferenciado para la entrada y la salida, reduciendo así el riesgo de formación de aglomeraciones.
7. Se deberán establecer sistemas que permitan el recuento y control del aforo, de forma que este no sea superado en ningún momento, y que deberá incluir a los propios trabajadores y trabajadoras.
8. La clientela y el personal trabajador deberá hacer uso de la mascarilla en todo momento».
Hostelería y restauración: terrazas, aforos...
9º. Se modifica el apartado 3.5 del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«3.5 Medidas relativas a los establecimientos de hostelería y restauración.
Los establecimientos de hostelería y restauración para consumo en el local no podrán superar el 75 por cien de su aforo, y habrán de cumplir las siguientes condiciones:
a) El consumo dentro del local podrá realizarse sentado en mesa, o agrupaciones de mesas, preferentemente mediante reserva previa. Deberá asegurarse el mantenimiento de la debida distancia física de 1,5 metros entre las mesas o, en su caso, agrupaciones de mesas, permitiendo que se respete la distancia mínima de seguridad interpersonal.
b) Se puede consumir en barra siempre que se garantice la distancia mínima de seguridad entre clientes o clientas, o, en su caso, grupos de clientes.
c) En las terrazas al aire libre de los establecimientos de hostelería y restauración, el aforo será hasta el 100 por cien de las mesas permitidas, siempre que se pueda asegurar el mantenimiento de la debida distancia física de 1,5 metros entre las mesas o, en su caso, agrupaciones de mesas, permitiendo que se respete la distancia mínima de seguridad interpersonal. A estos efectos, se consideran terrazas al aire libre todo espacio no cubierto o todo espacio que, estando cubierto, esté rodeado lateralmente por un máximo de dos paredes, muros o paramentos.
d) La ocupación máxima será de 20 personas por mesa o agrupación de mesas.
e) Las actividades de hostelería y restauración que se realicen en las playas, incluidas las descubiertas, con concesión o autorización de ocupación o aprovechamiento del dominio público marítimo-terrestre, se regirán por lo establecido en los apartados anteriores, sin perjuicio de lo dispuesto en la legislación sectorial aplicable.
f) Los locales de discotecas y bares de ocio nocturno no podrán superar un tercio de su aforo para consumo en el interior del local.
El consumo dentro del local podrá realizarse sentado en mesa, o agrupaciones de mesas, preferentemente mediante reserva previa. Deberá asegurarse el mantenimiento de la debida distancia física de 1,5 metros entre las mesas o, en su caso, agrupaciones de mesas, permitiendo que se respete la distancia mínima de seguridad interpersonal. Se podrá permanecer de pie siempre y cuando las personas se mantengan en el mismo espacio que el asignado al asiento.
En aquellos locales que dispusieran de terrazas al aire libre, el aforo será hasta el 75 por cien de las mesas permitidas, siempre que se pueda asegurar el mantenimiento de la debida distancia física de 1,5 metros entre las mesas o, en su caso, agrupaciones de mesas, permitiendo que se respete la distancia mínima de seguridad interpersonal. Se consideran terrazas al aire libre todo espacio no cubierto o todo espacio que, estando cubierto, esté rodeado lateralmente por un máximo de dos paredes, muros o paramentos.
h) Se hará uso de la mascarilla cuando no se esté consumiendo.
10º. Se modifica el apartado 3.6.2 del anexo I relativo a «Medidas relativas a las zonas comunes de hoteles y alojamientos turísticos» del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«2. A los servicios de hostelería y restauración de los hoteles y alojamientos turísticos les será de aplicación lo dispuesto en el presente acuerdo, en especial las medidas relativas a los establecimientos de hostelería y restauración».
11º. Se modifica el apartado 3.7 del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«3.7. Medidas relativas a las actividades y equipamientos culturales
Bibliotecas
3.7.1. Bibliotecas y archivos
1. En las bibliotecas, tanto de titularidad pública como privada, podrán llevarse a cabo actividades culturales y de estudio en sala, siempre que no se supere el aforo del 75 por cien, se dan las condiciones necesarias según el parecer de la dirección de la biblioteca, y se mantenga la distancia mínima interpersonal de 1,5 metros. El uso de la mascarilla será obligatorio en todo momento.
2. Se podrá hacer uso de los ordenadores y medios informáticos de las bibliotecas destinados al uso público de la ciudadanía, así como de catálogos de acceso público en línea, catálogos en fichas de la biblioteca o publicaciones electrónicas. Todos estos elementos tendrán que limpiarse y desinfectarse después de cada uso.
3. Se permite el préstamo interbibliotecario entre las bibliotecas situadas en la Comunidad Valenciana. Los materiales devueltos por las personas usuarias permanecerán retirados durante al menos 72 horas.
4. En el caso de los archivos, se tiene que mantener igualmente la distancia mínima de seguridad entre personas usuarias y el uso de mascarillas.
5. En las dependencias de las bibliotecas se instalaran carteles y otros documentos informativos sobre las medidas higiénicas y sanitarias para el correcto uso de los servicios bibliotecarios. La información ofrecida tendrá que ser clara y exponerse en los lugares más visibles, como lugares de azulejos y entrada de la biblioteca.
6. En cuanto a los servicios de pre-lectores e infantil, los menores de doce años tendrán que estar en todo momento acompañados de sus padres o tutores para responsabilizarse del cumplimiento de las normas.
Cultura
3.7.2. Museos y salas de exposiciones.
1. Los museos y salas de exposiciones, de cualquier titularidad y gestión, pueden acoger tanto visitas públicas como la realización de actividades culturales, como por ejemplo actividades educativas, conferencias, talleres y conciertos, siempre que no se supere el 75 por cien del aforo autorizado para cada una de las salas y espacios cerrados del museo y de las salas de exposiciones. El uso de las mascarillas será obligatorio en todo momento.
2. Las visitas guiadas o charlas en torno a piezas o similar, pueden llevarse a cabo siempre que se mantengan las limitaciones previstas en el punto anterior y no se superan las treinta personas.
3. Los límites previstos en los puntos anteriores tienen que ser objeto de control tanto en la venta en taquillas como en la venta online de entradas. Para lo cual, si fuera necesario, cada museo posará a disposición del público un número máximo de entradas por tramos horarios.
4. El personal de atención al público controlará el aforo y la distancia mínima de seguridad, tanto en las zonas de circulación como en zonas de acceso y espera.
5. Podrá hacerse uso de los elementos museográficos interactivos que se consideran necesarios para el aprendizaje, siempre que se garantice su limpieza y desinfección permanente, y se cuente con gel hidroalcóholico al alcance de las personas usuarias.
6. Se promoverán aquellas actividades que evitan la proximidad física entre las personas participantes, y se prevalecerán las actividades de realización autónoma.
Así mismo, cuando el formato de la actividad lo permita, se habilitarán canales de participación no presencial, como por ejemplo su retransmisión en directo o su grabación para comunicación pública digital, y se reforzará el diseño de recursos educativos, científicos y divulgativos de carácter digital.
3.7.3 Visitas y otras actividades culturales en monumentos y otras equipamientos culturales.
1. Los monumentos y otros equipamientos culturales serán accesibles para el público para su visita individual, de convivientes o de grupos de hasta treinta personas, siempre que no se supere el 75 por cien del aforo autorizado y haciendo uso de la mascarilla.
2. Podrán desarrollarse otras actividades culturales diferentes de las visitas, con las limitaciones reguladas en el punto anterior.
3. Los límites previstos en este artículo serán objeto de control tanto en la venta en taquillas como en la venta online de entradas, así como por los servicios de atención al público. Si fuera necesario, cada monumento o equipamiento cultural posará a disposición del público un número máximo de entradas por tramos horarios.
4. En todos los accesos se colocaran carteles con normas y recomendaciones específicas para el público. Así mismo, se tendrá que proceder a la instalación de elementos de señalización con indicaciones sobre la distancia de seguridad, para evitar que se formen colas o aglomeraciones en la entrada o salida de los inmuebles.
3.7.4 Cines, teatros, auditorios, circos de carpa, locales y espacios cerrados, así como en los recintos y espacios abiertos, todos ellos destinados a actas y espectáculos culturales.
1. Los cines, teatros, auditorios, circos de carpa y, en general, locales y espacios cerrados, así como los recintos y espacios abiertos, todos ellos destinados a actas y espectáculos culturales, podrán desarrollar su actividad limitante su ocupación al 75 por cien del aforo autorizado para cada espacio, siempre que se mantenga la distancia mínima interpersonal de 1,5 metros. La distancia mínima no se aplicará en caso de grupos formados por personas convivientes.
2. En todos los casos se tendrán que adoptar adicionalmente las medidas siguientes:
a) Llevar un registro de los asistentes o efectuar una preasignación de localidades.
b) Informar el público de las medidas de prevención, especialmente las de higiene, pidiendo su colaboración antes de empezar el espectáculo y velar por su cumplimiento durante este.
c) Limpiar y desinfectar antes de la celebración del espectáculo, las entradas y salidas del recinto o instalación donde se vaya a desarrollar el mismo, así como todas las escalas de acceso y superficies donde se vayan a situar las persones asistentes y los intervinientes en el espectáculo. En caso de realizar varias funciones, se llevará a cabo la limpieza y desinfección antes de cada función.
d) Limpiar y desinfectar todas las superficies e instrumentos con los cuales puedan entrar en contacto las persones intervinientes antes de cada espectáculo o con antelación a cada ensayo.
e) Realizar la apertura de puertas con la antelación suficiente para permitir el acceso escalonado y efectuar la salida del público también de manera escalonada. En ambos casos se mantendrá la distancia entre personas y será obligatorio el uso de mascarillas.
f) En los espectáculos en que existan pausas, establecer una duración suficiente de estas para permitir que la salida y la entrada durante el descanso sea escalonada y con los mismos acondicionamientos que la entrada y salida del público.
g) Facilitar la agrupación de convivientes y procurar el mantenimiento de la distancia de seguridad interpersonal entre las personas que estén trabajando y el público.
h) En el caso de actividades que se realizan en recintos y espacios abiertos, desinfectar con los productos recomendados por las autoridades sanitarias las ruedas de los vehículos que transportan a personas intervinientes, mobiliarios, equipos, o cualquier utensilio, si estos entran al recinto o instalación donde vaya a tener lugar el espectáculo.
i) La organización tendrá que disponer de un plan de contingencia Covid-19.
j) En caso de detectarse casos de dolencia compatible por Covid-19 en algún trabajador o trabajadora que haya intervenido en estas, los responsables de la organización y el Servicio de Prevención de Riesgos Laborales colaborarán con el sistema sanitario en aquello que sea necesario para el control y seguimiento de los casos y contactos.
3. No está permitido el intercambio de objetos con el público asistente y el uso de lavabos tendrá que seguir las recomendaciones establecidas en el punto 2.1.f del anexo Y del Acuerdo de 19 de junio de 2020, del Consejo, sobre medidas de prevención frente a la Covid-19.
3.7.5. Medidas preventivas adicionales para los espectáculos itinerantes
En el caso de espectáculos itinerantes, se adoptarán las medidas específicas siguientes:
1. Espectáculos itinerantes de «desfile»: se establecerán recorridos para distribuir al público con la distancia de seguridad interpersonal de 1,5 metros a lo largo del itinerario, y distribución de este en zonas limitadas, evitando calles estrechas y lugares propensos a las aglomeraciones.
2. Espectáculos itinerantes en los cuales público y espectáculo se mueven al mismo tiempo: no se permite el intercambio e inclusión de las personas espectadoras.
Conciertos y festivales de música
3.7.6. Conciertos y festivales con espacio de baile
1. Los conciertos y festivales con espacio de baile se realizarán en espacios delimitados con un aforo máximo del 75 por cien de su capacidad y asegurando la distancia mínima interpersonal de 1,5 metros y el uso obligatorio de mascarillas.
2. Se priorizarán las entradas on line y se llevará un registro de las personas asistentes o se preasignaran las localidades.
3. El uso de la mascarilla será obligatorio en todo momento.
4. Se realizará la apertura de puertas con la antelación suficiente para permitir el acceso escalonado y efectuar la salida del público también de manera escalonada.
5. Se tendrá que informar las persones asistentes de las medidas de prevención, especialmente de las de higiene, en la entrada y antes de cada concierto, y se velará por su cumplimiento.
6. En espacios cerrados, las persones asistentes podrán estar de pie siempre que se mantengan en el mismo espacio asignado a su asiento..
7. En espacios abiertos, las persones asistentes podrán estar de pie siempre que se mantengan en el mismo espacio asignado a su asiento. Deberán establecerse zonas delimitadas separadas entre ellas con tope máximo de 200 personas en cada zona.
8. La organización tendrá que contar con un plan de contingencia Covid-19.
9. En caso de detectarse casos de dolencia compatible por Covid-19 en algún trabajador o trabajadora que haya intervenido en estas, los responsables de la organización y el Servicio de Prevención de Riesgos Laborales colaborarán con el sistema sanitario en aquello que sea necesario para el control y seguimiento de los casos y contactos.
10. El uso de lavabos se tendrá que ajustar a aquello establecido en el punto 2.1.f del anexo I del Acuerdo de 19 de junio de 2020, del Consejo sobre medidas de prevención frente a la Covid-19.
3.7.7 Acontecimientos populares
La organización de actos festivos, encuentros o acontecimientos populares por parte de asociaciones culturales o similares cuya afluencia esté previsto supere las 50 personas, estará supeditada a la previa puesta en conocimiento por parte de las personas organizadoras a la autoridad municipal. En el supuesto que esté previsto supere las 150 personas, además será preceptivo la obtención previa de autorización municipal, que resolverá en base a la situación epidemiológica del momento y el establecimiento por parte de la organización de las suficientes medidas de seguridad de acuerdo con las especificaciones y exigencias técnicas vigentes.
En todos los acontecimientos populares, sea cual sea la afluencia prevista, tanto en espacios al aire libre como en lugares cerrados, se establecerá la delimitación del espacio máximo con un límite de aforo del 75 por cien. Asimismo, se han de señalar los lugares donde pueden situarse las personas participantes y los lugares que han de permanecer libres para asegurar el cumplimiento de la distancia de seguridad interpersonal de 1,5 metros, excepto en el caso de convivientes. El uso de la mascarilla será obligatorio en todo momento. Se facilitará a las personas asistentes geles hidroalcohólicos desinfectantes por la organización.
3.7.8. Plazas, recintos e instalaciones taurinas
1. Todas las plazas, recintos e instalaciones taurinas al aire libre podrán desarrollar su actividad siempre que cuenten con butacas preasignadas, y no se supere el 50 por cien del aforo autorizado y, en todo caso, un máximo de 800 personas, respetando la distancia interpersonal de 1,5 metros y el uso de mascarilla.
2. En el caso que en los recintos e instalaciones taurinas se presten servicios de hostelería y restauración, se deberá estar a lo previsto en el apartado 3.5 del presente acuerdo».
12º. Se modifica el último párrafo del punto 5 del apartado 3.9.2, relativo a «Centros recreativos turísticos, zológicos y acuarios» del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«Se debe garantizar la distancia mínima de seguridad entre la clientela en las zonas de cola, embarque y desembarque a las atracciones, con marcas en el suelo, o mediante el uso de balizar, cartelería y señalización. Se deberá respetar dicha distancia de seguridad y el uso de mascarilla».
13º. Se modifica el apartado 3.10.1, relativo a «Medidas relativas a congresos, encuentros, reuniones de negocio, conferencias y eventos» del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«1. La celebración de congresos, encuentros, reuniones de negocio, conferencias y eventos promovidos por cualesquiera entidades de naturaleza pública o privada, se llevará a cabo sin superar en ningún caso el 75 por cien del aforo de los pabellones de congresos, salas de conferencias o multiusos, y otros establecimientos e instalaciones similares, incluyendo las de las instituciones feriales de la Comunitat Valenciana, y respetando el mantenimiento de la distancia mínima interpersonal de 1,5 metros y el uso de mascarilla».
14º. Se modifica el apartado 3.15 del anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«3.15 Medidas relativas a transporte turístico de pasajeros y navegación de recreo
Transporte turístico de pasajeros
3.15.1. Transporte turístico de pasajeros.
1. Las personas empresarias y profesionales que lleven a cabo la actividad de transporte turístico de pasajeros en buques y embarcaciones que no sean buques de pasaje tipo crucero, y que naveguen y fondeen en las aguas adyacentes al territorio de la Comunitat Valenciana, deberán asegurarse de que el pasaje y las personas a bordo cumplan con las medidas higiénicas y sanitarias previstas en este acuerdo, especialmente por lo que se refiere al ejercicio de la actividad laboral, profesional y empresarial.
2. Las personas empresarias y profesionales que lleven a cabo la actividad de transporte turístico de pasajeros adoptarán las medidas necesarias para asegurar el embarque y desembarque del pasaje de forma ordenada y observando en todo momento las medidas sanitarias aplicables.
3. La ocupación de buques y embarcaciones dedicados al transporte turístico se podrá realizar al 100 por cien de su aforo siempre. El uso de la mascarilla será obligatorio en todo momento.
Navegación de recreo y actividades náuticas
3.15.2. Navegación de recreo y actividades náuticas.
1. A bordo de las embarcaciones dedicadas a la navegación de recreo se podrá ocupar el 100 por cien de su aforo.
2. En todas las actividades previstas en este apartado deberán adoptarse las medidas de desinfección y normas de salud e higiene previstas en el presente acuerdo que sean aplicables a buques y embarcaciones de recreo, motos náuticas y artefactos náuticos de recreo.
3. Durante la realización de prácticas de navegación para la obtención de títulos de recreo que requieran del uso de embarcaciones de recreo, las personas a bordo de la embarcación serán del 100 por cien de las autorizadas en los certificados de la embarcación, sin que en ningún caso se pueda sobrepasar el número de alumnos especificado en el artículo 15.8 del Real decreto 875/2014, de 10 de octubre, por el que se regulan las titulaciones náuticas para el gobierno de las embarcaciones de recreo».
15º. Se adiciona un apartado 3.16 en el anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«3.16 Medidas preventivas adicionales en actividades formativas en academias, autoescuelas, centros privados de enseñanza no reglada (excepto escuelas de música o danza) y centros de formación.
1. La actividad que se realice en academias, autoescuelas, centros privados de enseñanza no reglada y centros de formación no incluidos en el art. 9 del real Decreto ley 21/2020, de 9 de junio, de medidas urgentes de prevención, contención y coordinación para hacer frente a la crisis sanitaria ocasionada por la Covid-19, podrá impartirse de forma presencial siempre que no se supere un aforo del setenta y cinco por cien del máximo permitido y se adopten medidas para evitar aglomeraciones o coincidencia masiva de personas.
2. Durante el desarrollo de la actividad formativa deberá guardarse siempre que sea posible la debida distancia de seguridad interpersonal
3. En el caso de utilización de vehículos, será obligatorio el uso de la mascarilla por todas las personas ocupantes del vehículo, que se deberá limpiar y desinfectar antes y después de cada uso».
Transporte: uso de mascarillas en coches, autobuses...
16º. Se adiciona un apartado 3.17 en el anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«3.17 Medidas relativas a la ocupación de vehículos de transporte terrestre
1. En las motocicletas, ciclomotores y vehículos categoría L en general, que estén provistos de 2 plazas homologadas -conductor y pasajero-, podrán viajar 2 personas.
2. En los transportes privados complementarios de personas en vehículos de hasta 9 plazas, incluida la persona conductora, podrán viajar tantas personas como plazas tenga el vehículo.
3. En los transportes públicos de viajeros en vehículos de hasta 9 plazas, incluida la persona conductora, se permite ocupar la totalidad de las plazas traseras del vehículo, así como las ofertadas en la fila de asientos del conductor, cuando se hayan agotados, previamente, las traseras.
4. En el transporte público discrecional y privado complementario de viajero en autobús en los que todas las personas ocupantes deban ir sentados, se podrán usar la totalidad de los asientos. Cuando el nivel de ocupación lo permita, se procurará la máxima separación entre las personas usuarias.
5. En todos los supuestos previstos en este apartado será obligatorio el uso de mascarilla por todas las personas ocupantes de los vehículos, excepto cuando todas las personas ocupantes del vehículo convivan en el mismo domicilio».
17º. Se adiciona un apartado 3.18 en el anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«3.18 Enseñanza artística reglada en conservatorios y centros autorizados, enseñanza no reglada en escuelas o academias de música o danza, y actividad formativa de agrupaciones musicales en general (orquestas, bandas...) y compañías de danza y en escuelas de teatro.
1. La enseñanza que se recoge en este apartado, podrá impartirse con la limitación del 75 por cien del aforo.
2. En la configuración de la zona de interpretación musical o coral la separación mínima será de 1,5 metros, entre cualquiera de sus miembros, así como entre intérpretes y otros (director/a, abanderados/as, ayudantes para paso de partituras, técnicos de sonido, etc…). En caso de no poder garantizar esta distancia se deberá utilizar mascarillas, por lo que en instrumentos de viento, metal y otros con boquilla, la distancia será un factor prioritario y limitante de uso.
3. Del mismo modo, la actividad de danza deberá contemplar en la medida de lo posible la separación de 1,5 metros. En caso de no poder garantizar esta distancia se deberá utilizar mascarillas. Se limitarán en la medida de lo posible prácticas que impliquen contacto de los intérpretes.
4. En caso de no poder garantizar la distancia de seguridad en el local de ensayos, se recomienda realizar una distribución de los mismos según repertorio, por secciones o por cuerdas instrumentales, como por ejemplo viento-madera, viento-metal, percusión, solistas, cuerpo de baile, etc., para evitar aglomeraciones y reducir los ensayos generales.
5. Se ha de limpiar y desinfectar el mobiliario personal (sillas, atriles, suelo y barras en el caso de danza) antes y después de su uso.
6. Los instrumentos, anexos, mobiliario, atriles y partituras serán de uso individual exclusivo, independientemente de quien ostente su propiedad (intérprete o sociedad).
7. En instrumentos habitualmente compartidos (percusión, pianos y otros), se ha de programar su uso para proceder a la limpieza meticulosa, antes y después de cada cambio de intérprete musical. En el caso de danza, los espacios compartidos para la ejecución (suelo y barras de manos entre otros) deberán también ser limpiados meticulosamente, antes y después de cada cambio de intérprete.
8. Se prestará especial atención a la limpieza de los vestuarios y demás zonas comunes».
18º. Se adiciona un apartado 3.19 en el anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
Medidas en el ámbito sanitario
«3.19 Medidas en el ámbito sanitario.
1. El sistema sanitario público contará con un Plan de contingencia de la Covid-19.
Todos los centros sanitarios privados deberán disponer de un plan de contingencia para la gestión de situaciones de emergencia relacionadas con el Covid-19.
2. Todos los centros, servicios y establecimientos sanitarios de la Comunitat Valenciana, tanto de titularidad pública como privada, deberán notificar los casos detectados de Covid-19 a la Dirección General de Salud Pública y Adicciones, a través del sistema de vigilancia epidemiológica de la Comunitat Valenciana. También deberán facilitar toda la información que sea requerida por la autoridad sanitaria para el control de la epidemia, con la periodicidad y a través del medio que se indique.
3. Los laboratorios privados de la Comunitat Valenciana que realicen pruebas diagnósticas para la detección de Covid-19, tendrán la obligación de estar registrados en la Conselleria de Sanidad Universal y Salud Pública, y de notificar al sistema de vigilancia epidemiológica los resultados de dichas pruebas.
La realización de pruebas diagnósticas de detección de Covid-19 queda sujeta a prescripción por facultativo, de acuerdo con las directrices, instrucciones y criterios que establezca la autoridad sanitaria competente, garantizando los medios necesarios para completar el proceso diagnóstico de infección activa por Covid-19, según los protocolos vigentes.
Deberán notificar a la Conselleria de Sanidad Universal y Salud Pública, como mínimo una vez al día, los casos de Covid-19 confirmados, así como el resultado de las pruebas diagnósticas que hayan realizado.
4. La Conselleria de Sanidad Universal y Salud Pública, podrá requerir la puesta a disposición de espacios, establecimientos, alojamientos y otras instalaciones públicas de la Comunitat Valenciana para atender las necesidades sanitarias que surjan, ocasionadas por la epidemia de Covid-19.
Igualmente, si la situación sanitaria consecuencia de la pandemia lo requiere, podrá solicitar a entidades o empresas de titularidad privada de la Comunitat Valenciana la cesión de espacios o alojamientos para completar las necesidades de las instalaciones públicas y requerir la colaboración de los servicios y establecimientos sanitarios privados y de las mutuas de accidentes de trabajo de la Comunitat Valenciana, para lo que se establecerán los instrumentos de colaboración adecuados.
5. Todos los centros, servicios y establecimientos sanitarios de titularidad pública o privada de la Comunitat Valenciana, deberán adoptar las medidas organizativas, disponibilidad de material necesario para el control de la infección, y gestión de espacios, para garantizar el cumplimiento de las recomendaciones de las autoridades sanitarias respecto a las medidas de prevención e higiene como distancia de seguridad, uso de mascarillas, higiene de manos y etiqueta respiratoria.
6. Los titulares o responsables de centros de atención a las adicciones deberán observar las medidas de prevención e higiene establecidas por las autoridades sanitarias competentes a través de normas, actos y protocolos o guías de actuación de conformidad con las indicaciones de la Dirección General de Salud Pública y Adicciones adoptados a sus características y deberán contar con un Plan de contingencia en materia Covid-19.
7. La autoridad sanitaria emitirá directrices a través de resoluciones, planes y/o protocolos específicos que considere necesarios para atender la crisis sanitaria. Estas directrices deberán ser aplicadas en todos los dispositivos y centros sanitarios, independientemente de su titularidad en el territorio de la Comunitat Valenciana.
8. Si la situación sanitaria consecuencia de la pandemia lo requiere, todos los centros sanitarios de titularidad pública o privada, los establecimientos sanitarios y los almacenes de distribución de medicamentos y de productos sanitarios de la Comunitat Valenciana deberán participar y coordinarse en la gestión de los medicamentos y productos sanitarios que se consideren esenciales para el tratamiento específico de la Covid y para la sedación intensiva, así como en la distribución controlada de los medicamentos que sean requeridos».
19º. Se adiciona un apartado 3.20 en el anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
Bous al carrer y toros
«3.20. Medidas preventivas en materia de festejos taurinos tradicionales (bous al carrer):
3.20.1. Objeto y ámbito de aplicación.
El objeto en esta medida es complementar la regulación del procedimiento de autorización y la celebración de los festejos taurinos tradicionales (bous al carrer) que se celebren en la Comunitat Valenciana hasta el 31 de diciembre de 2020, siempre y cuando las condiciones sanitarias sigan exigiendo la adopción de medidas especiales justificadas por la crisis provocada por la Covid-19.
3.20.2. Corresponsabilidad municipal.
1. Corresponderá a la Administración de la Generalitat la autorización de los festejos taurinos tradicionales (bous al carrer) de acuerdo con lo previsto en el reglamento aprobado por el Decreto 31/2015, de 6 de marzo, y a lo indicado en la presente resolución.
2. Los ayuntamientos del municipio donde se solicite la organización de los festejos deberán efectuar una declaración expresa de consentimiento sobre la realización de los mismos. Esta declaración se incluirá entre los documentos que, según lo previsto en el artículo 16.2 del reglamento aprobado por el Decreto 31/2015, de 6 de marzo, del Consell, deban presentarse obligatoriamente junto a la solicitud ante el órgano competente para la autorización de aquellos.
3.20.3. Lugar de realización de los festejos.
1. Los festejos taurinos tradicionales (bous al carrer) podrán realizarse en plazas de toros permanentes y portátiles, recintos e instalaciones taurinas.
2. A los efectos de la presente resolución, se entenderá por recintos e instalaciones taurinas los emplazamientos que, conformados por barreras verticales, gradas o cadafales, sean dispuestos unos junto a otros, constituyendo un perímetro cerrado y acotado en sí mismo con puntos de entrada y salida independientes de manera que se asimilen en su estructura a una plaza de toros portátil.
No se considerará recinto o instalación taurina el tradicional cierre de calles con cadafales o barreras verticales de modo que el recorrido esté constituido por la propia vía pública.
3. No se permitirá el uso de barreras de tijera para perimetrar o delimitar este tipo de recintos e instalaciones taurinas.
4. Las plazas de toros permanentes donde se efectúen los festejos deberán cumplir las condiciones exigidas para su reapertura de acuerdo con la normativa en vigor.
5. Las plazas de toros portátiles, los recintos y las instalaciones taurinas deberán estar en perfectas condiciones de uso de acuerdo con la normativa en vigente. En este caso, el técnico que las certifique deberá informar negativamente sobre su idoneidad si por motivos de antigüedad, falta de mantenimiento u otras circunstancias, la instalación presenta deficiencias que puedan suponer un riesgo para participantes y/o espectadores o la posibilidad de que la res escape.
6. Las plazas, recintos e instalaciones deberán ser, asimismo, desinfectadas con las sustancias que se recomienden por las autoridades sanitarias. Esta desinfección deberá efectuarse siempre antes del comienzo del festejo así como entre turno y turno y a la finalización de aquel.
3.20.4. Condición de persona participante y espectadora.
1. A los efectos de la presente resolución será considerada persona participante aquella que se ubique en la parte inferior de la plaza, recinto o instalación de modo que tenga acceso directo al ruedo donde se encuentra la res. La persona titular de la organización deberá facilitarle algún sistema de identificación visual tal como el uso de brazalete, pulsera o cualquier otro que cumpla la finalidad pretendida. La persona participante deberá llevar mascarilla de protección., si bien podrá prescindir puntualmente de ella en el momento de efectuar recortes a la res.
2. Será considerada persona espectadora aquella que se sitúe en la parte superior o zona de grada de la plaza, recinto o instalación, sin acceso directo al lugar donde se sitúe el animal. La persona espectadora deberá llevar mascarilla de protección para estar en su asiento.
3. Por razones de seguridad, no se permitirá el flujo de personas entre la parte superior e inferior de la plaza, recinto o instalación.
3.20.5. Aforos.
1. Aforos para las personas espectadoras
1.1. El aforo de las gradas de las plazas permanentes, plazas portátiles e instalaciones taurinas se computará de modo que se ocupe un asiento de cada dos debiendo existir siempre un asiento libre entre dos plazas ocupadas. Asimismo, la distribución de las personas espectadoras entre filas superiores e inferiores de asientos se efectuará en zig-zag de manera que no haya una disposición en línea recta entre personas.
Cuando la zona de asiento sea lineal sin asientos definidos, la persona titular de la organización deberá marcar de algún modo evidente el sitio a ocupar por las personas espectadoras de acuerdo con lo indicado en el párrafo anterior.
Asimismo, si la parte superior del cadafal es en forma de caja y no de graderío, el aforo máximo será el que permita la separación interpersonal de seguridad estén las personas sentadas o de pie.
2. Aforos para las personas participantes
2.1. El aforo de la zona de callejón de las plazas permanentes se computará al 50 % en función de la ocupación total de los burladeros ubicados en el mismo.
Si la plaza careciere de burladeros o la zona adyacente de acceso al ruedo estuviere delimitada por barreras verticales, se atenderá a lo dispuesto en el apartado siguiente.
2.2. En plazas portátiles, recintos o instalaciones taurinas cuya estructura estuviere delimitada por barreras verticales, el aforo de la zona que da acceso al ruedo se determinará en función del número de barrotes que, conforme a la distancia de separación oficial de 28 a 32 centímetros, constituyan el perímetro alrededor del ruedo. En este sentido, el número máximo de participantes será el que determine la ocupación alterna de barrotes de modo que se deje siempre un barrote libre entre dos ocupados.
3. La organización indicará mediante un cartel informativo situado en lugar visible y legible el aforo máximo permitido tanto en la parte del público espectador como en la de las personas participantes.
3.20.6. Lugares de acceso y salida.
1. Las plazas de toros, recintos e instalaciones taurinas deberán tener un lugar de acceso y otro de salida individualmente considerados. Tales lugares deberán estar separados el uno del otro y ser fácilmente identificables.
2. En los puntos de acceso y salida, la organización dispondrá de sendos puestos de control para verificar el número de personas que, efectivamente, se hallen en el interior de la plaza, recinto o instalación así como para atender la entrada y salida de personas participantes y espectadoras.
Dichos puestos de control deberán disponer con los medios necesarios para obtener la referida información a tiempo real así como para tenerla a disposición del director del festejo y de las autoridades que así la requiriesen. Asimismo, contarán, al menos, con dos personas de la organización encargados de realizar las tareas asignadas.
3.20.7. Asientos y espacios preasignados.
1. La entrada a las plazas, recintos e instalaciones taurinas deberá realizarse mediante la adquisición previa de entradas, tickets o invitaciones, en los que figurará claramente la condición de persona espectadora o participante. A tal efecto, la organización dispondrá los medios pertinentes para hacer efectiva dicha adquisición.
La entrada, ticket o invitación indicará la ubicación o el asiento concreto de la persona espectadora. Esta deberá permanecer en su sitio durante la celebración del espectáculo salvo desplazamientos al aseo o a los puntos de hostelería y restauración en su caso.
2. La adquisición previa de entradas, tickets o invitaciones se podrá efectuar vía on-line, en taquilla o espacio habilitado o por cualquier medio que la organización considere adecuado y que permita cumplir las condiciones de separación entre personas y no agrupación de las mismas. En el supuesto de que se utilice la taquilla o espacio habilitado, estos deberán abrirse con antelación suficiente para evitar aglomeración de personas y permitir una entrega escalonada. Asimismo, la organización habilitará los medios para mantener el orden en las colas que pudieren formarse.
3. La persona espectadora y participante, deberá mantener su entrada, ticket o invitación durante toda la duración del festejo.
3.20.8. Turnos de los festejos.
Cuando la organización prevea que la demanda de entradas, tickets o invitaciones sea superior al aforo máximo permitido en las instalaciones o cuando así lo considere por cualquier otra causa, podrá establecer turnos de asistencia a espectáculos para atender las peticiones de las personas aficionadas.
En este contexto, las entradas, tickets o invitaciones deberán hacer constar el festejo a que se refiere, el horario y la condición de persona participante o espectadora.
3.20.9. Solicitud de autorización del festejo y documentación anexa.
1. La persona titular de la organización será la responsable de todas las actuaciones que se desarrollen durante el montaje así como de la supervisión de las instalaciones que efectuará junto con personal técnico competente. Asimismo, procederá a determinar el aforo, flujos de personas asistentes y evacuación de las mismas de acuerdo con la normativa vigente y la valoración del técnico competente.
2. La presentación de la solicitud y documentación anexa para la realización de festejos taurinos tradicionales (bous al carrer), atenderá a lo indicado en el reglamento aprobado por el Decreto 31/2015, de 6 de marzo, del Consell.
No obstante, en este período de crisis provocado por el Covid-19, además de la documentación indicada en el artículo 16.2 de dicho reglamento, la persona titular de la organización, como responsable última del evento por ella programado, deberá presentar la siguiente documentación ante la Administración encargada de autorizarlos:
a) Declaración expresa del ayuntamiento de la localidad por la que se muestra de acuerdo en la realización de festejos de bous al carrer en su término municipal en las condiciones previstas en esta resolución. Esta declaración será tenida en cuenta por la autoridad competente para autorizar a los efectos procedentes.
b) Sin perjuicio de lo indicado en el apartado 1 de este punto, informe del técnico municipal o técnico competente, complementario del referido en el artículo 15.3 del reglamento aprobado por el Decreto 31/2015, en el que se haga constar:
Primero: que el propio técnico/a firmante será el/la encargado/a de la supervisión del montaje de la plaza portátil, recinto o instalación taurina donde se desarrolle el festejo.
Segundo: que se encargará de emitir informe donde se determine el aforo de dichas instalaciones de acuerdo con lo indicado en el apartado Quinto de la presente resolución así como los puntos de acceso y salida separados uno del otro.
Dicho informe deberá ser entregado a la persona que ostente la dirección del festejo con antelación suficiente a la celebración del mismo.
c) Declaración responsable la persona titular de la organización sobre medidas de seguridad, en la que se hará constar los medios a utilizar para controlar el aforo en tiempo real en el festejo, así como la entrada y salida de las personas en el mismo.
d) Declaración responsable la persona titular de la organización sobre medidas de sanidad, en la que se hará constar:
Primero: las condiciones higiénicas que se adopten destinadas a espectadores y participantes. Entre ellas, la disposición por la persona titular de la organización de un stock de reserva de mascarillas para el público que acuda como espectador de como mínimo un tercio del aforo autorizado.
Segundo: las medidas de limpieza y desinfección de las instalaciones a efectuar antes, durante (sobre todo en el caso de existencia de turnos) y después del festejo.
Tercero: el resto de medidas de higiene y prevención contra el Covid-19 que, previstos en la normativa vigente, contribuyan a coadyuvar la realización con mínimo riesgo de los festejos.
3.20.10. Funciones del personal colaborador voluntario.
El personal colaborador-voluntario, además de las funciones establecidas en el reglamento aprobado por el Decreto 31/2015, de 6 de marzo, del Consell, y en la Orden de 1 de septiembre de 2009, de la Conselleria de Gobernación, por la que se regula la figura, funciones y régimen jurídico de los colaboradores voluntarios en los festejos taurinos tradicionales (Bous al Carrer) celebrados en la Comunitat Valenciana, realizará actuaciones destinadas a la ayuda en el control del aforo durante el festejo así como respecto al mantenimiento de la distancia de seguridad interpersonal entre participantes.
A tal efecto, informará a las personas participantes y espectadoras sobre las condiciones de seguridad establecidas, procurará que se eviten aglomeraciones o grupos de personas no permitidos y, cuando detecte trasvase de personas entre la parte superior e inferior de la plaza, recinto o instalación, informará al director del festejo de la irregularidad con el fin de que se adopten las medidas que procedan. En este último supuesto, caso de no atender a las indicaciones, se podrá incluso expulsar a la persona que desobedeciere del lugar del festejo y, asimismo, si así resultare, solicitar la presencia policial de acuerdo con lo previsto en la normativa en vigor.
3.20.11. Servicio de megafonía.
En los casos de que se disponga de servicio de megafonía en la plaza, recinto o instalación, este se destinará preferentemente a la información sobre las condiciones de seguridad y su mantenimiento durante el tiempo de duración del festejo.
3.20.12. Servicios de hostelería y restauración.
Los espacios destinados a la venta de productos de hostelería y restauración deberán cumplir la normativa general en materia de seguridad e higiene y, sobre todo, en cuanto a consumo en barra, distancia entre mesas o agrupaciones de mesas y distancia interpersonal de seguridad.
3.20.13. Aseos.
La instalación de aseos portátiles supondrá una ocupación máxima de una persona para espacios de hasta cuatro metros cuadrados, salvo en aquellos supuestos de personas que puedan precisar asistencia donde se permitirá su utilización por su acompañante. Para aseos de más de cuatro metros cuadrados que cuenten con más de una cabina o urinario, la ocupación máxima será del cincuenta por ciento del número de cabinas y urinarios que tenga la estancia, debiendo mantenerse durante su uso una distancia de seguridad de dos metros.
Deberá garantizarse siempre el buen estado de salubridad e higiene y se reforzará su limpieza y desinfección de manera periódica y continua a lo largo de su uso. Dispondrán de geles hidroalcohólicos, papel higiénico, papel de manos, jabón y cubo de pedal. Será obligatorio por parte de las personas usuarias ir provistas de mascarilla.
3.20.14. Modificación del plazo de solicitud de la autorización.
Dadas las condiciones excepcionales reguladas en esta resolución y en atención al reinicio de la temporada de manera sobrevenida, el plazo del 15 días hábiles previsto en el artículo 14 del reglamento aprobado por el Decreto 31/2015, de 6 de marzo, del Consell, para la presentación de la solicitud y documentación anexa, queda reducido a 10 días hábiles».
19º. Se adiciona un apartado 3.21 en el anexo I del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, que queda redactado como sigue:
«3.21. Medidas preventivas adicionales en materia de actividad deportiva:
Deporte
1. Práctica de la actividad deportiva.
Se podrá practicar actividad física y modalidades deportivas individuales, de equipo y de contacto respetando las medidas de seguridad e higiene establecidas por las autoridades sanitarias, especialmente en relación con el mantenimiento de la distancia mínima de seguridad siempre que sea posible, la higiene de manos y la etiqueta respiratoria.
Entrenamientos de equipos: la vuelta en el deporte no profesional
2. Entrenamiento en ligas federadas no profesionales.
a) Sin perjuicio de los requisitos que puedan establecer las federaciones deportivas para el retorno a las competiciones, no es aplicable, a los entrenamientos de las personas deportistas federadas no profesionales de las entidades deportivas de la Comunitat Valenciana, la Resolución de 4 de mayo de 2020, de la Presidencia del Consejo Superior de Deportes, por la cual se aprueba y publica el Protocolo básico de actuación para la vuelta a los entrenamientos y reinicio de las competiciones federadas y profesionales.
b) El uso de instalaciones deportivas para los entrenamientos en ligas federadas no profesionales, se ajustara a aquello que dispone el punto 5 (instalaciones deportivas) de esta resolución.
c) El entrenamiento en régimen de concentración que incluya servicio de residencia o alojamiento, así como servicios de restauración, tendrá que cumplir las medidas sanitarias y de seguridad establecidas para el uso de estos establecimientos.
3. Competiciones deportivas de las federaciones de ámbito autonómico.
a) Se permite la celebración de competiciones de modalidades deportivas individuales, de equipo y de contacto, y en conformidad con las condiciones establecidas en el punto 4 (acontecimientos deportivos) de esta resolución.
b) La federación correspondiente tendrá que disponer de un protocolo público de desarrollo de la competición que garantice el seguimiento de las medidas de seguridad y de higiene requeridas para la prevención de la Covid-19. Con el fin de garantizar la protección de la salud de las personas deportistas y del personal necesario para el desarrollo de la competición, el protocolo podrá ser requerido por la autoridad sanitaria.
Eventos deportivos
4. Acontecimientos y actividades deportivas.
a) Sin perjuicio del que disponen las normas aplicables a los acontecimientos de las competiciones en las ligas profesionales, la celebración de acontecimientos y espectáculos deportivos al aire libre o en instalaciones abiertas o cerradas, se ajustará a lo que se dispone en el presente apartado.
b) Podrán realizarse los acontecimientos y espectáculos deportivos que incluyan actividades o modalidades deportivas individuales, de equipo y de contacto.
c) Los acontecimientos o actividades deportivas que se realizan al aire libre, en espacios naturales o en la vía pública, tendrán que desarrollarse evitando las aglomeraciones de público. En caso de instalaciones provisionales de graderíos, o delimitación de espacios reservados al público, no se podrá superar el 75 % del aforo ordinario, y se tendrá que garantizar la distancia mínima de seguridad recomendada por las autoridades sanitarias entre los asistentes y el uso obligatorio de mascarilla.
d) Los acontecimientos o actividades deportivas que se realizan en instalaciones abiertas o cerradas podrán desarrollarse con presencia de público, siempre que no se supere el aforo del 75 % de la instalación. En todo caso, se tendrá que garantizar la distancia mínima de seguridad recomendada por las autoridades sanitarias entre los asistentes y el uso obligatorio de mascarilla.
e) Así mismo, se permitirá la presencia de medios de comunicación siempre que se garantice la distancia mínima de seguridad recomendada por las autoridades sanitarias, entre las personas profesionales de los medios, y entre estas y las personas deportistas y el uso obligatorio de mascarilla.
f) En los acontecimientos, competiciones o actividades deportivas podrán participar, de forma conjunta, un máximo de 300 personas deportistas. A estos efectos, la entidad o persona organizadora tendrá que habilitar diferentes instalaciones o espacios físicamente diferenciados, establecer turnos, salidas escalonadas, o aquellas medidas que se estiman oportunas de acuerdo con las características del acontecimiento, competición o actividad deportiva.
g) En todo caso, cuando el acontecimiento, competición o actividad deportiva se desarrolle en una instalación deportiva, el número de participantes no podrá superar el aforo máximo de una persona deportista por cada 2,25 m² de superficie útil para el uso deportivo. Este cálculo se aplicará para cada una de las dependencias de uso deportivo de la instalación.
h) La entidad o persona organizadora del acontecimiento o del espectáculo deportivo, tendrá que disponer de un protocolo público de desarrollo que garantice el seguimiento de todas las medidas de higiene, seguridad sanitaria y distancia requeridas para la prevención de la Covid– 19, en relación con las personas deportistas, las personas trabajadoras, los medios de comunicación acreditados y el público asistente.
Con el fin de garantizar la protección de la salud de las personas que participan en el acontecimiento o la actividad deportiva, el protocolo podrá ser requerido por la autoridad sanitaria.
Instalaciones deportivas
5. Instalaciones deportivas.
a) A las instalaciones deportivas se podrá realizar actividad deportiva individual, de equipo y de contacto, respetando las medidas de seguridad e higiene establecidas por las autoridades sanitarias, especialmente en relación con el mantenimiento de la distancia mínima de seguridad siempre que sea posible, la higiene de manos y la etiqueta respiratoria.
b) Así mismo, se podrán realizar actividades físicas en grupos manteniendo la distancia de seguridad establecida por las autoridades sanitarias y siempre que no se supere el aforo máximo que establece el apartado siguiente.
c) El aforo máximo permitido será de una persona usuaria por cada 2,25 m² de superficie útil para el uso deportivo. Este cálculo se aplicará para cada una de las dependencias de uso deportivo de la instalación, sin perjuicio de lo que establece el punto 6 para el uso deportivo de las piscinas.
d) Los aforos otros servicios no deportivos con qué pueda contar la instalación se regirán por su normativa específica.
e) Las personas o entidades titulares de la instalación serán las responsables de establecer las medidas necesarias para garantizar el cumplimiento de los aforos.
f) Las personas o entidades titulares de la instalación señalizarán de manera visible, y en los accesos de cada una de las dependencias, tanto los metros cuadrados disponibles en la zona como el aforo máximo permitido.
g) En cada uno de los accesos a la instalación se indicarán, de manera visible, las instrucciones de uso de esta y, en concreto:
– El uso de elementos de protección individual: mascarilla, higiene de manso, desinfección del material utilizado y distancia de seguridad.
– Instrucciones de uso de los servicios en vestuarios, zonas comunes, zonas de restauración y zonas de agua.
– Disponibilidad de solución hidroalcohólica y otros materiales para la higiene personal.
– Disponibilidad de material para la desinfección del material utilizado.
h) La persona o entidad titular de la instalación tendrá que establecer un sistema de acceso que evito la acumulación de personas, y un sistema de turnos que permita la práctica de la actividad física en condiciones de seguridad y protección sanitaria.
i) A todos los efectos, se tendrá que realizar una limpieza y desinfección periódica de las instalaciones, como mínimo dos veces en el día, y siempre después de cada turno, incluyendo las zonas comunes, y posando especial énfasis en superficies, manecillas de las puertas, máquinas y aparatos objete de manipulación, bancos de trabajo, y otros enseres de uso compartido, apliques de las luces, botones de ascensores, barandillas y pasamanos, mediante la utilización de detergentes habituales o lejía de uso doméstico diluida en agua. Así mismo, se limpiará y desinfectará el material utilizado por las personas deportistas al finalizar cada turno de entrenamiento y a la finalización de la jornada.
j) Se podrán utilizar los vestuarios y las duchas, respetando las medidas generales de prevención e higiene indicadas por las autoridades sanitarias.
k) Con el fin de facilitar la protección de la salud de las personas deportistas, se tendrá que garantizar la distancia mínima de seguridad y no se superará la proporción de 2,25 m² por cada persona usuaria.
l) En los lavabos y zonas comunes se reforzarán las condiciones de limpieza.
ll) Se procurará la disponibilidad de papeleras con tapa y pedal y doble bolsa y se habilitarán zonas destinadas a la limpieza de manos, con dotación de jabón y toallas de papel. Para la desinfección de las manos se procurarán dispensadores de hielo hidroalcohólico accesibles a las personas usuarias de la instalación, y serán las personas o entidades titulares de esta las responsables de asegurar el funcionamiento correcto y de procurar el mantenimiento adecuado.
m) La persona o entidad titular de la instalación tendrá que garantizar los elementos de protección de las personas trabajadoras del centro.
Piscinas
6. Piscinas de uso deportivo
A las piscinas de uso deportivo, o en aquellas que se habilitan para este uso en determinadas franjas horarias, se podrá permitir la práctica deportiva y las clases grupales, manteniendo las debidas medidas de seguridad y protección, y, en todo caso, la distancia de seguridad recomendada por las autoridades sanitarias.
El aforo máximo permitido será de una persona usuaria por cada 4 m² de superficie de lámina de agua.
El titular de la instalación tendrá que establecer un sistema de acceso que evite la acumulación de personas y un sistema de turnos que permita la práctica de actividad física en condiciones de seguridad y protección sanitaria. En caso de existencia de calles se habilitará, siempre que sea posible, una calle de ida y uno de vuelta.
Se podrán utilizar los vestuarios y las duchas, de acuerdo con aquello que establece el punto 5 (instalaciones deportivas) de esta resolución.
Se procederá a la limpieza y desinfección de la instalación de acuerdo con aquello que establece el punto 5 (instalaciones deportivas) de esta resolución, y las normas específicas aplicables a la higiene de piscinas y zonas de agua.
Campus y escuelas deportivas
7. Campus deportivos, escuelas deportivas y clínicos.
a) Los campus deportivos, escuelas deportivas y clínicos podrán realizarse con un máximo de 300 participantes, organizados en grupos estables de 30 personas, en instalaciones abiertas, y de 25 personas, en instalaciones cerradas. Siempre que sea posible, las actividades se realizarán evitando el contacto entre los diferentes grupos.
b) En todo caso el aforo máximo permitido será de una persona usuaria por cada 2,25 m² de superficie útil para el uso deportivo de la instalación donde se realice. Este cálculo se aplicará para cada una de las dependencias de uso deportivo de la instalación, sin perjuicio del que establece el punto 5 de esta resolución para el uso deportivo de las piscinas.
c) La entidad o persona organizadora tendrá que disponer de un protocolo público de desarrollo que garantice el seguimiento de todas las medidas de higiene, seguridad sanitaria y distancia requeridas para la prevención de la Covid-19.
d) Los campus deportivos, escuelas deportivas y clínicos que incluyan servicio de residencia o alojamiento, así como servicios de restauración, tendrán que cumplir las medidas sanitarias y de seguridad establecidas para el uso de estos establecimientos».
Segundo. Pérdida de efectos
Dejar sin efectos:
a) La Resolución de 16 de abril de 2020, de la consellera de Sanidad Universal y Salud Pública, por la que se da cumplimiento a la Orden SND/344/2020, de 13 de abril, del Ministerio de Sanidad, por la que se establecen medidas excepcionales para el refuerzo del sistema nacional de salud y la contención de la crisis sanitaria ocasionada por Covid-19.
b) Los Apartados Segundo, Tercero y Cuarto de la Resolución de 23 de junio de 2020, de la consellera de Sanidad Universal y Salud Pública, de adopción de medidas en aplicación del acuerdo de 19 de junio, del Consell, sobre medidas de prevención frente al Covid-19.
c) Y la Resolución de 26 de junio de 2020, de la Conselleria de Sanidad Universal y Salud Pública, de adopción de medidas adicionales complementarias de prevención y protección en materia de actividad deportiva, en aplicación del Acuerdo de 19 de junio, del Consell, frente al Covid-19.
Tercero. Efectos de la resolución
Las medidas recogidas en esta resolución serán objeto de publicación en el Diari Oficial de la Generalitat Valenciana, producirán efectos desde su publicación y su carácter y duración es el mismo que el fijado en el Acuerdo de 19 de junio, del Consell, sobre medidas de prevención frente al Covid-19.
Se advierte que la presente resolución pone fin a la vía administrativa pudiendo interponerse recurso contencioso administrativo en el plazo de dos meses, contados desde el día siguiente al de su notificación, ante la Sala de lo Contencioso Administrativo del Tribunal Superior de Justícia de la Comunitat Valenciana, de acuerdo con lo establecido en los artículos 10.1 y 46.1 de la Ley 29/1998, de 13 de julio, reguladora de la jurisdicción contencioso-administrativa, o recurso potestativo de reposición ante el mismo órgano que dictó el acto, en el plazo de un mes, de conformidad con los artículos 123 y 124 de la Ley 39/2015, de 1 de octubre, del procedimiento administrativo común de las administraciones públicas. Todo ello sin perjuicio de que pueda interponerse cualquier otro recurso de los previstos en la legislación vigente.